Foi alcançado um novo recorde do montante de novos contratos de crédito ao consumo. Estes créditos são usados na aquisição de bens pessoais como um carro, um telemóvel ou uma viagem.
Entre janeiro e julho, o montante cresceu 9% quando comparado com o mesmo período do ano passado - alcançou os 4,85 mil milhões de euros.
Este tipo de créditos tem associadas taxas de juro muito elevadas, o que tem feito com que as famílias apenas lhes recorram em último caso, mas são cada vez mais aqueles que precisam desta ajuda.
“Há famílias com três e quatro cartões de crédito e um ou dois créditos pessoais”, afirmou à SIC Natália Nunes, da DECO.
O aumento dos pedidos de crédito pessoal é comum em alturas de crise, como aconteceu em 2012.
“Víamos as famílias a pedir um crédito para a aquisição de um produto ou serviço. Neste momento muitas famílias estão a fazê-lo para comprar um eletrodoméstico, fazer face a uma despesa inesperada ou até para pagar as compras do supermercado”, acrescenta a DECO.
E enquanto os pedidos aumentam, o Banco de Portugal colocou em consulta pública várias alterações ao crédito ao consumo, como o alargamento de alguns setores e a criação de novas categorias.
