Medidas como a garantia pública na compra da primeira habitação ou a isenção de IMT para jovens até aos 35 anos entraram em vigor no verão. E quem concede empréstimos para a compra de casa nota já algumas mudanças.
Ainda assim, estes números não significam, garantem os banqueiros, que as ajudas do Estado estejam a resolver o problema da habitação para os jovens.
Falta de oferta que tem de ser resolvida com o presidente da comissão executiva da Caixa Geral de Depósitos a deixar uma de várias soluções.
“Há planos aprovados com muitíssimos escritórios e em alguns não há uma necessidade e, portanto, se os planos com este pormenor puderam permitir que sejam para a habitação temos imediatamente aí casas que puderam estar no mercado daqui a dois, três anos”, diz Paulo Macedo, presidente da comissão executiva da CGD.
Sugestão deixada durante a apresentação de um estudo do Observatório do Imobiliário da Century 21 que revela que mais de 80% dos jovens entre os 20 e os 40 anos das áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto consideram que os preços elevados da habitação, seja arrendamento ou compra são o principal obstáculo para conseguirem a independência.
E que quase 70% acham que as ajudas oferecidas atualmente pelo Estado não são suficientes para ajudar a atingir esse objetivo.
