A mão de obra em Portugal subiu graças aos imigrantes. Sem imigração, a população ativa teria até diminuído, conclui a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), que avisa também que sem migração a economia na Europa não cresce.
A OCDE revela que a força de trabalho em Portugal aumentou, em média, 0,7% entre 2020 e 2024, uma subida que apenas é justificada pela entrada de trabalhadores estrangeiros. Sem o fluxo migratório, a mão de obra no país teria diminuído 0,1%.
A entrada de imigrantes impediu, aliás, a queda da população ativa.
Portugal é o sexto país da União Europeia com o maior contributo dos imigrantes na força de trabalho.
A OCDE defende a necessidade da presença de imigrantes no mercado de trabalho e afirma que os países europeus têm de continuar a atrair trabalhadores estrangeiros, sobretudo para áreas menos qualificadas, como, por exemplo, os setores da construção, agricultura e hotelaria.