Economia

Pensões mais baixas deverão ter aumento real de quase 3% no próximo ano

As pensões mais baixas deverão voltar a ter ganhos reais no próximo ano. Isto significa que terão aumentos acima da inflação, ou seja, que aumentam o poder de compra. A fórmula de valorização das prestações deverá ser beneficiada pela subida do PIB.

Pensões mais baixas deverão ter aumento real de quase 3% no próximo ano
Andrew Bret Wallis/Getty Images

Pelo quarto ano consecutivo, as pensões mais baixas deverão sofrer atualizações e voltar a ter ganhos reais no próximo ano. Quer isto dizer que terão aumentos acima da inflação e, por isso, mais poder de compra. 

A fórmula de valorização das prestações deverá ser beneficiada pela subida do Produto Interno Bruto (PIB), pela inflação, e pela intenção dos vários partidos políticos de discutir propostas adicionais no âmbito do próximo Orçamento do Estado. 

As contas do Jornal de Negócios mostram que considerando apenas o indicador preliminar de inflação conhecido em setembro (2,28%) e os possíveis 2,11% de subida do PIB em dois anos, o escalão mais baixo de pensões - onde estão inseridos a maioria dos pensionistas em Portugal - teria no próximo ano uma atualização de 2,7%.

Nos outros casos, o segundo escalão teria uma subida de 2,28% e no terceiro 2,03%. 

CSI vai aumentar 40 euros em 2026

Também o Complemento Solidário para Idosos (CSI) vai sofrer alterações no próximo ano. O primeiro-ministro Luís Montenegro confirmou na terça-feira um aumento de 40 euros, passando de 630 para 670 euros. 

O CSI destina-se a quem tem pensões baixas. Em Portugal, há mais de um milhão e 400 mil idosos que se encaixam neste perfil, sendo que apenas 230 mil pessoas são abrangidas por este apoio.