Empresários e moradores estão contra a construção de uma estação do TGV em Vilar do Paraíso, em Gaia. Criticam a mudança do projeto já depois da obra ter sido adjudicada e alegam que vai implicar mais expropriações de casas e empresas. A decisão da Agência Portuguesa do Ambiente deve ser conhecida em dezembro.
Em Guardal de Cima, na freguesia de Vilar do Paraíso, não caiu bem a notícia de que, afinal, a linha do TGV que passaria por ali em túnel poderá ser outra coisa bem diferente.
O consórcio responsável pela obra estará a trabalhar num plano que não o que foi a concurso e que colocava a estação em Santo Ovídio.
O TGV poderá agora parar em Vilar do Paraíso e circular à superfície, o que implica expropriar várias empresas e habitações na freguesia.
A aparente explicação para a mudança é o custo e questões de segurança.
Depois de reunir duas vezes com o consórcio, a associação das empresas da zona industrial de São Caetano foi ouvida pelos partidos na Assembleia da República. Quer explicações e maior transparência.
À SIC, o consórcio que envolve várias empresas e é liderado pela Mota Engil não prestou esclarecimentos.
A Infraestruturas de Portugal respondeu por escrito que recebeu novos elementos do anteprojeto da linha a 29 de setembro. Decorrem agora em paralelo os processos de análise técnica e jurídica e a verificação de conformidade ambiental por parte da Agência Portuguesa do Ambiente.
A decisão da APA deverá ser conhecida até 11 de dezembro.
