Economia

Estado já não é acionista do Novo Banco, vendeu participações aos franceses do BPCE

À mesma hora que assinavam o acordo de adesão à venda do Novo Banco, a PJ estava a fazer buscas na sede. A cerimónia prosseguiu e foi só no fim que o CEO do Novo Banco foi retirado do Salão Nobre do Ministério das Finanças de forma apressada e saindo por uma porta lateral, evitando os jornalistas.

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O Estado já não é acionista do Novo Banco. Vendeu esta quarta-feira de manhã as participações ao franceses do BPCE. Na cerimónia esteve o CEO do Novo Banco que, quando se soube das buscas, foi retirado da sala por uma porta lateral.

À mesma hora que o Governo, o fundo de resolução gerido pelo Bando de Portugal e os franceses do BCPE assinavam o acordo de adesão à venda do Novo Banco, a Polícia Judiciária estava a fazer buscas na sede.

Coincidência ou não, a cerimónia prosseguiu e foi só no fim quando o ministro das Finanças acabava de falar que o CEO do Novo Banco Mark Brouke foi retirado do Salão Nobre do Ministério das Finanças de forma apressada e saindo por uma porta lateral, evitando os jornalistas.

Logo a seguir foi a vez do vice-governador do Banco de Portugal que é presidente do Fundo de Resolução. Recusou falar sobre o tema.

Já sobre a saída do Estado no capital do Novo Banco, o vice-governador falou.

"Com a assinatura dos acordos de adesão, o Fundo de Resolução e o Estado português vendem a totalidade das suas participações do Novo Banco e com isso, uma vez emitidas as autorizações regulatórias deixarão de ser acionistas desse banco", afirma Luís Máximo dos Santos, vice-governador do Banco de Portugal.

O ministro das Finanças prefere afirmar que o Estado não saiu a perder. Desde a resolução do BES, o Estado teve de injetar mais de 8 mil milhões de euros para salvar o banco.