A Polícia Judiciária (PJ) está esta manhã a realizar uma operação de buscas na sede do Novo Banco e nos escritórios da consultora KPMG. A Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC) está nas instalações de Lisboa a recolher documentação, confirmou a SIC.
Estas operações de busca estarão integradas na operação “Haircut”, com diligências em domicílios, instalações bancárias, escritório de advogado, sociedade de revisores oficiais de contas e nas sedes de 16 sociedades comerciais.
Em causa estão factos suscetíveis de constituírem a prática de crimes de corrupção ativa e passiva no setor privado, de burla qualificada e de branqueamento de capitais, no contexto da venda de ativos do Novo Banco, desde o ano de 2018, informa o Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP).
Em comunicado enviado às redações, a PJ confirma a execução de dezenas de mandados de busca e apreensão e de pesquisa informática, em que se investigam factos suscetíveis de consubstanciar a prática dos crimes de corrupção passiva e ativa no setor privado, burla qualificada e branqueamento.
Há "suspeitas de terem sido praticadas diversas ilegalidades na venda de ativos imobiliários detidos por uma instituição bancária apoiada financeiramente pelo Estado português, através do Fundo de Resolução, resultando dessas operações avultados prejuízos para o Banco em questão e para os interesses do Estado", acrescenta a mesma nota.
Participam nas buscas 14 magistrados do Ministério Público, 3 magistrados judiciais e 100 inspetores e especialistas informáticos da Polícia Judiciária.
KPMG diz que não é visada
Numa nota enviada à imprensa, a KPMG confirma as buscas "para recolha de informação sobre um dos seus clientes".
"A KPMG Portugal não é visada na operação e continua, como sempre, disponível para colaborar com as autoridades judiciais em tudo o que estiver ao seu alcance", assegura a consultora.
Notícia em atualização.
