Um mês depois de ser lançado, o programa E-lar já entregou 17 dos 30 milhões de euros disponibilizados para apoiar famílias na compra de placas e fornos elétricos sem prestações sociais. Os beneficiários têm dois meses para comprar os eletrodomésticos.
O objetivo do programa é combater a pobreza energética. Quando foi anunciado, destinava-se a ajudar apenas pessoas com rendimentos muito baixos, que têm tarifa social mínima de energia ou recebem prestações sociais mínimas.
Todavia, de acordo com os dados do Ministério do Ambiente e Energia, avançados pelo Jornal de Notícias, dos mais de 21 mil pedidos já aprovados, 14.800 foram dados à classe média, ou seja, já foram distribuídos quase 10 milhões de euros (9,7 milhões de euros), o montante limite destinado a este grupo.
Quanto às famílias mais vulneráveis até agora, 6.800 pedidos foram aprovados, o equivalente a sete milhões de euros. No total, 14 milhões de euros estão destinados a este grupo.
Os beneficiários têm encontrado alguns entraves e apenas 14% dos vouchers entregues foram usados.
As famílias estão a ser surpreendidas com custos de entrega e de instalação, e ainda de IVA que não são cobertos pelo voucher, no caso de beneficiários sem apoios sociais. Três mil candidaturas foram rejeitadas por falta de verba e há ainda cerca de cinco mil famílias à espera de resposta.