Economia

Análise

É "muito importante" poupar mesmo que seja o "mínimo dos mínimos" se quiser ter qualidade de vida na reforma

Se não forem feitas reestruturações no sistema de segurança social, a pensão média deverá passar de 69.4% do último vencimento para 38.5% em 2050. A DECO alerta que é "urgente" poupar para a reforma, um alerta analisado pela jornalista do Expresso Isabel Vicente.

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Isabel Vicente, jornalista do Expresso, analisa o alerta da DECO de que é urgente poupar para a reforma. Na SIC Notícias reforça que os jovens têm de pensar agora no futuro, uma vez que receber na reforma menos de 40% do último ordenado "vai baixar a qualidade de vida".

A jornalista explica que fatores demográficos, como o envelhecimento da população, e a situação económica do país são preocupantes para a reforma das atuais gerações jovens.

Se não forem feitas reestruturações no sistema de segurança social, a pensão média deverá passar de 69.4% do último vencimento para 38.5% em 2050. 

"Levar para a reforma menos de 40% do último ordenado vai baixar a qualidade de vida na fase de relaxar e finalmente aproveitar. As pessoas vão ficar inibidas se não tiverem uma poupança privada", afirma Isabel Vicente.

Mas o que se pode fazer?

Isabel Vicente avisa que é preciso "poupar mais", mesmo seja difícil. Quem entra no mercado de trabalho, deve "ter a noção e estar educado" para começar a poupar imediatamente.

Por outro lado, é preciso literacia financeira, ou seja, que a banca, as seguradoras, as escolas e os pais sensibilizem que "é bom consumir mas também é bom poupar porque vai fazer falta" e que há "outras formas de poupar sem perderem todas as poupanças".

"É muito importante poupar, mesmo que seja o mínimo dos mínimos."

A jornalista do Expresso indica ainda que tem de haver "algum incentivo" da parte do Executivo.