A alteração à lei laboral pode agravar a desigualdade salarial entre homens e mulheres.
O Observatório Género, Trabalho e Poder, que analisa as disparidades salariais entre géneros, refere que o fosso entre homens e mulheres se fixa nos 17,5%. Esta percentagem traduz-se em 64 dias por ano em que as mulheres trabalham "sem receber".
De acordo com o jornal Público, o Observatório Género, Trabalho e Poder prevê ainda o agravamento das desigualdades se for dada luz verde ao projeto proposto pelo Governo de Luís Montenegro.
As mudanças no luto gestacional são um dos principais fatores que podem representar um retrocesso para as mulheres trabalhadoras.
“Não se vislumbra qualquer medida substantiva de promoção da igualdade entre mulheres e homens, pelo contrário”, disse a socióloga Sara Falcão Casaca, dirigente do observatório.