Economia

Risco de pobreza diminuiu, mas ainda atinge 15% da população portuguesa

Os casos mais graves são em famílias monoparentais, ou seja, um adulto com uma ou mais crianças, onde mais de um terço (35,1%) das famílias estão em risco.

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O risco de pobreza diminuiu em Portugal, mas ainda atinge mais de 15% da população. Os idosos contribuíram para essa diminuição. Os casos mais grave são em famílias monoparentais, onde 35,1% das famílias estão em risco.

Os resultados do inquérito às Condições de Vida e Rendimento, realizado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) em 2025 com base nos rendimentos dos agregados em 2024, indica que 15,4% das pessoas residentes em Portugal estão em risco de pobreza.

É uma descida de 1,2 pontos percentuais em relação a 2023.

Segundo o INE, em 2024, a taxa de risco de pobreza correspondia à proporção de habitantes com rendimentos anuais líquidos inferiores a 8679 euros. Um milhão e 660 mil pessoas estão abaixo deste limitar, menos 101 mil do que em 2023.

Os casos mais grave são em famílias monoparentais, ou seja, um adulto com uma ou mais crianças, onde mais de um terço (35,1%) das famílias estão em risco. Em 2023, estava em risco 31% da população portuguesa.

Apesar de os idosos serem os mais afetados (17,8% são pobres), representam também o grupo em que se verifica uma maior diminuição do risco de pobreza (menos 3,3 pontos percentuais), impulsionado pelo aumento dos rendimentos das pensões de velhice.

A Grande Lisboa é a região com risco de pobreza mais baixo (12,5%). Contudo, o risco é superior à média nacional no Alentejo, Região Autónoma dos Açores, no Oeste e na região de Vale do Tejo.

Em entrevista ao jornal Público, Carlos Farinha Rodrigues, economista e professor do Instituto Superior de Economia e Gestão, considera que os resultados são "globalmente muito positivos", mas refere que o aumento das dificuldades das famílias com crianças deve levar a uma reflexão sobre os apoios às crianças.