Não foi uma promessa eleitoral nem sequer bandeira de campanha, mas o Governo decidiu avançar com uma proposta de alteração à legislação laboral. Ao fim de cinco meses de negociações, a UGT considerou que os avanços não foram expressivos, pelo que se juntou à CGTP para a realização da Greve Geral de 11 de dezembro.
Apesar de o Governo, pela voz do ministro da Presidência, António Leitão Amaro, ter considerado que foi “inexpressiva” com uma adesão a rondar os 0 e os 10%, no setor da Educação, e dito pelo ministro da tutela, sentiu-se o impacto da paralisação.
“A greve é um direito que as pessoas têm. Obviamente, afetou as escolas, não há questão sobre isso. Mas apesar de tudo, gostaria de enfatizar que na sexta-feira (dia 12) houve outra greve [da Função Pública] que não teve impacto signficiativo”, disse o ministro Fernando Alexandre, aos jornalistas.
O ministro da Educação fez, porém, questão de referir que “as greves que têm acontecido no sistema educativo não têm origem nos docentes mas no pessoal não-docente que, de facto, tem razões de queixa”, reconheceu.
A Educação, tal como os transportes e a Saúde, foi dos setores onde a insatisfação dos trabalhadores foi mais expressiva. Mas à saída de um evento, o ministro das Infraestruturas foi evasivo no contacto com os jornalistas dizendo apenas que nada tinha a dizer.
Depois da Greve Geral, o Governo convocou de novo a UGT para a mesa das negociações. O encontro está marcado para esta terça-feira, 16 de dezembro, mas sem a presença da CGTP.
"O Governo desde o princípio que tem tido abertura negocial se não fosse isso não apresentaria um anteprojeto mas sim uma proposta de lei fechada. Temos sempre tido um esforço negocial, vamos com certeza encontrar-nos a meio do caminho,(…) a greve passou e portanto vamos [reunir] outra vez”, declarou a ministra Maria do Rosário Palma.
Contactada pla SIC, a UGT optou por não antecipar o que vai acontecer esta terça-feira, mesmo depois de já ter sugerido que, se o Governo não ceder em algumas matérias que considera essenciais, a realização de uma segunda Greve Geral não está fora de questão.
