Entre janeiro e outubro, os trabalhadores estrangeiros contribuíram com mais de 3 mil milhões de euros para a Segurança Social. É um valor cinco vezes maior do que aquele que receberam em subsídios e prestações sociais.
Os números referem-se aos primeiros 10 meses do ano. As contribuições para a Segurança Social de um 1,76 milhões de estrangeiros a trabalhar em Portugal totalizaram 3,1 mil milhões de euros.
Desse universo de imigrantes, 367 mil beneficiaram de prestações sociais, num valor que ultrapassou os 600 milhões de euros - um quinto daquilo que pagaram. Esses apoios referem-se a abonos de família, subsídios por maternidade, doença, desemprego, entre outros.
A hotelaria e a restauração são os setores que concentram mais trabalhadores imigrantes. Neste caso, 25% da mão-de-obra é estrangeira.
Um aspeto que se destaca na comunidade de trabalhadores imigrantes é a elevada taxa de natalidade. Os apoios familiares ocuparam o primeiro lugar dos subsídios concedidos este ano, beneficiando 135 mil pessoas com mais de 200 milhões de euros. Neste contexto, os apoios à maternidade e paternidade tiveram uma forte expressão com mais de 30 mil beneficiários.
Neste momento, do universo de trabalhadores que contribuem para a Segurança Social, cerca de 20% são estrangeiros.