As linhas de crédito que estão a ser abertas para apoio à tesouraria das empresas atingidas pelas depressões Kristin e Leonardo levantam dúvidas aos empresários, sobre bonificações, juros e garantias do Estado, que pedem apoios mais diretos e ‘lay-off’ imediato.
Entre o que foi anunciado e o que está em Diário da República, saltam as entrelinhas que fazem diferença.
"Aquilo que o decreto diz é que são linhas bonificadas. Nós podíamos ter ficado a pensar que ia haver linhas de crédito que eram sem reembolso e que eram a fundo perdido. Eu repito: não é isso que está aqui nas linhas. Vai haver bonificações, é certo, não sabemos quais são. Depois, a cobertura do risco também não é total por parte do Estado ou do Banco de Fomento", explica à SIC o gestor empresarial Nuno Morgado.
Para este gestor que acompanha mais de 230 empresas das áreas afetadas pelas tempestades, estas linhas de crédito podem abrir portas a mais endividamento.
As empresas atingidas vão ter acesso a uma linha de crédito com 500 milhões de euros para fazer face às necessidades de tesouraria.
Foi ainda criada uma linha de 1.000 milhões de euros para recuperar estruturas de empresas sem cobertura de seguro disponível.