O candidato presidencial António José Seguro recusa comentar as declarações do opositor André Ventura, que propôs, esta quinta-feira, o adiamento das eleições presidenciais, mas sublinha que o "direito a votar não pode ser prejudicado". Em declarações aos jornalistas, a partir de Lisboa, Seguro tece críticas à atuação do Governo na resposta aos efeitos das depressões Kristin e Leonardo.
"Há um quadro legal, um quadro constitucional e, portanto, remeto para aí e para as autoridades", atira Seguro quando qustionado sobre a proposta apresentada por Ventura de adiar a segunda volta das presidenciais.
Marcelo Rebelo de Sousa decidiu adiar a sua visita a Espanha, agendada para sexta-feira, uma decisão que o candidato aplaude, garantindo que, na posição de chefe de Estado, tomaria a mesma decisão.
"Num momento em que o país vive esta situação de catástrofe parece-me importante que o Presidente esteja no país.”
O candidato apoiado pelo PS entende que o essencial, agora, é que os apoios cheguem rapidamente às pessoas e que se encontrem soluções”.
Seguro aponta ainda críticas à gestão de danos do Executivo liderado por Luís Montenegro:
“Se me pergunta se fico chocado com a deficiência do Estado na resposta às populações, fico. Há situações que são fáceis de resolver. A prioridade das prioridades é acudir às pessoas, às famílias e às empresas rapidamente.”
Aponta que os fenómenos extremos serão cada vez mais frequentes e que, por essa razão, o país deve “mudar a forma de enfrentar situações como estas”. “O país e o Estado têm de se adaptar, tem de ser mais robusta mais robusta a resposta e tem de ser em tempo rápido”, completa.
O candidato lembra que compete às autoridades locais avaliar se estão reunidas as condições para a realização das eleições presidenciais de domingo, dia 8 de fevereiro.
“O meu papel enquanto candidato é dizer duas coisas: nenhum português que queira votar pode ser impedido de votar, ou agora ou noutro dia. Em segundo lugar, quero apelar aos portugueses que podem votar, que estão em condições de votar, que o vão fazer no próximo domingo. Vejo muitos incentivos à desmobilização. Eu faço o contrário, quero que os portugueses vão votar.”