Presidenciais 2026

Câmara de Alcácer do Sal adia eleições presidenciais

Autarca Clarisse Campos já comunicou intenção à Comissão Nacional de Eleições. Decisão foi avaliada na noite de ontem pelo município e pelas juntas de freguesia.

Câmara de Alcácer do Sal adia eleições presidenciais
Armando Franca/AP

O município de Alcácer do Sal vai adiar as eleições presidenciais no concelho. A decisão foi tornada pública esta quinta-feira, devido à situação de calamidade, tendo a presidente da Câmara de Alcácer do Sal, Clarisse Campos, já comunicado essa intenção à Comissão Nacional de Eleições (CNE).

A autarca alcacerense explicou, em declarações à Lusa, que ao longo desta quarta-feira foi feita uma reflexão juntamente com os presidentes de junta sobre essa eventualidade, tendo sido hoje concretizada essa decisão e também enviada a informação às entidades competentes. No entender da edil, o município de Alcácer do Sal "não tem condições" para realizar este ato eleitoral.

"Temos muitas localidades que estão isoladas, algumas delas onde funcionam mesas de voto. Temos toda a zona baixa da cidade completamente inundada", pelo que "era impensável que o ato eleitoral se realizasse com as mínimas condições", reconheceu.

Considerando que em Alcácer do Sal, um dos concelhos abrangidos pela situação de calamidade decretada pelo Governo até domingo, "a situação ainda é mais grave do que na semana passada", a autarca reforçou que "a decisão será a de não realizar o ato eleitoral", para já, para as presidenciais.

Na manhã desta quinta-feira o Presidente da República admitiu que, tendo em conta as graves inundações, fosse prudente adiar as eleições uma semana em Alcácer do Sal. Em declarações aos jornalistas durante uma visita àquela localidade, Marcelo Rebelo de Sousa lembra que "em situações extremas, como esta”, a decisão cabe às autarquias.

“A senhora presidente julgará na altura de vida, mas provavelmente tomará em linha de conta aquilo que se vive e atenderá que o mais prudente é tomar uma decisão que permite utilizar o que está na lei, e a lei permite isso.”

Questionada sobre as declarações do Chefe de Estado, a autarca afirmou que as palavras do mesmo serviram como incentivo, uma vez que a decisão já estava "praticamente decidida".

"Obviamente que aquilo que o Presidente da República disse é correto. Podem existir locais onde não seja necessário, mas aqui na cidade qualquer pessoa que se desloque à cidade e que observe como estamos, percebe que é completamente impensável realizar o ato eleitoral no domingo", sustentou.

Quanto a uma nova data, Clarisse Campos explicou que, "em conformidade com a lei", o próximo ato eleitoral teria de se realizar "na semana seguinte". Ainda assim, assinalou que iria "aguardar pela decisão das entidades competentes".

Para este domingo está agendado, em todo o território nacional, o segundo sufrágio da eleição do Presidente da República, mas a CNE indica que, na sequência das recentes intempéries, foi necessário ajustar alguns locais de voto em determinados concelhos ou freguesias, para garantir o normal funcionamento das mesas de voto.

Para saber o local e a seção de voto atualizados, os eleitores podem consultar o Portal do Recenseamento​, enviar gratuitamente um SMS para o número 3838 com a mensagem RE (espaço) Nº de Identificação Civil (espaço) Data de nascimento no formato AAAAMMDD, ou ligar para a linha de apoio ao eleitor através do número 808 206 206.

Com LUSA