50 anos da chegada do Homem à Lua

Regresso à Lua para chegar a Marte

Simulação de uma viagem a Marte no deserto de Utah, EUA

Jim Urquhart / Reuters

50 anos depois da chegada do Homem à Lua há uma nova "febre lunar".

Quase caída do esquecimento depois da excitação do primeiro passo, a 21 de julho de 1969, o entusiamo pela Lua parece ter despertado de novo.

Cinco décadas depois, os Estados Unidos querem lá levar outra vez astronautas, desta vez incluindo mulheres, como parte da missão até Marte, ao mesmo que se multiplicam os projetos públicos e privados de missões à Lua e de robótica espacial.

"Moon to Mars" é a missão da NASA para chegar ao planeta vermelho até 2024, dando "um salto" à Lua.

"É hora de os EUA voltarem à Lua"

Em março, o vice-presidente norte-americano, Mike Pence, anunciou que dentro de cinco anos, os Estados Unidos irão enviar novamente um grupo de astronautas norte-americanos à Lua, incluindo uma mulher.

"De acordo com a ordem do Presidente, a política oficial da administração dos Estados Unidos quer promover o regresso dos astronautas norte-americanos à Lua, no prazo de cinco anos", declarou Mike Pence.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou em maio um reforço de 1,6 mil milhões de dólares (1,4 mil milhões de euros) no orçamento da NASA, para a agência espacial norte-americana voltar ao espaço em "grande forma".

"Vamos outra vez à Lua em breve e colocaremos a bandeira dos Estados Unidos em Marte"

No discurso para assinalar o Dia da Independência, Trump garantiu que os Estados Unidos vão colocar "em breve" uma bandeira na Lua e em Marte.

No início de julho, a NASA lançou com sucesso um sistema de emergência da nave Orion, com que pretende levar astronautas, incluindo a primeira mulher, de regresso à Lua.

Uma base na Lua para partir para Marte

A missão Ártemis, irmã gémea de Apolo e deusa da caça e da Lua na mitologia greco-romana, prevista para 2024, não tem um custo total contabilizado.

Os astronautas partirão da Terra na nova missão lunar para uma estação orbital na Lua, a Gateway, a ser construída pela NASA com parceiros privados. Desta casa temporária, os astronautas seguirão num módulo de aterragem para o polo sul da Lua.

Sem se referir exatamente a uma base lunar, a NASA espera "estabelecer missões sustentáveis" na Lua em 2028 com o objetivo de enviar posteriormente astronautas para Marte.

Num vídeo promocional, titulado "We are going to Moon to stay, by 2024" (Vamos à Lua para ficar, em 2024), a NASA apresenta o regresso dos astronautas norte-americanos à Lua como o "próximo passo da exploração espacial", tendo no horizonte Marte, e descreve como: com um foguetão "maior e mais poderoso", o SLS, a nave Orion e a estação orbital Gateway.

Sonda chinesa revela segredos do lado oculto da Lua

Uma sonda chinesa, a Chang'e-4, pousou no lado oculto da Lua no início deste ano. Terá detetado vestígios de minerais que provêm das entranhas do nosso satélite natural, revela um estudo publicado na revista Nature.

Os minerais encontrados - "olivina e piroxena de baixo teor de cálcio", - são diferentes dos que estão presentes nas amostras recolhidas da superfície lunar, concluem os investigadores que tentam perceber a composição do manto lunar, que existe entre a crosta e o núcleo, a formação e a evolução da Lua e da Terra.

A sonda chinesa Chang'e 4 pousou na Lua a 3 de janeiro e levou sementes de algodão, colza, batata, ovos de mosca da fruta e algumas leveduras.

A sonda chinesa Chang'e 4 pousou na Lua a 3 de janeiro e levou sementes de algodão, colza, batata, ovos de mosca da fruta e algumas leveduras.