A Igreja Católica tinha anunciado, há pouco mais de uma semana, ter recebido 89 pedidos para pagamento de compensações financeiras a vítimas de abusos sexuais. Entretanto, onze pedidos acabaram por ser excluídos por dificuldades de contacto ou por não se enquadrarem nas regras.
Apesar do balanço mais recente, a coordenadora do Grupo Vita, equipa independente responsável por acompanhar os casos de violência sexual dentro da Igreja, diz que os pedidos continuam a surgir. Em entrevista à Rádio Renascença, Rute Agulhas defende que a Conferência Episcopal Portuguesa tem trabalhado para fazer o diagnóstico da situação e dar respostas.
Também se sabe que, ao contrário do previsto, o pagamento das indemnizações às vítimas de abusos na Igreja pode não ficar concluído até fim do ano 2026.
O Grupo Vita está a organizar um congresso internacional sobre o papel da Igreja Católica na prevenção e resposta à violência sexual, que vai acontecer na quinta-feira, em Fátima.

