Afeganistão

Pedido dos Talibã para intervir na Assembleia Geral da ONU foi enviado a Guterres

Qatar alerta para riscos de boicote aos talibã.

O regime talibã que governa o Afeganistão pediu para intervir na Assembleia Geral da ONU. Guterres recebeu uma carta do grupo a pedir para participar na reunião que decorre em Nova Iorque até à próxima segunda-feira.

O ministro dos Negócios Estrangeiros talibã fez o pedido numa carta dirigida a António Guterres. Nela deixava claro que a missão do embaixador na ONU do anterior governo estava terminada e pedia que fossem os talibã a dirigir-se à assembleia.

A decisão depende de um comité da ONU e não deverá ser imediata. É até improvável que seja tomada antes do final da assembleia a eventual aprovação representaria o reconhecimento internacional pretendido pelos talibã e um passo importante para um diálogo que o Qatar considera fundamental.

Joe Biden, que discursou no arranque da reunião, garantiu que ao fim das operações militares no Afeganistão se seguirá uma nova era.

Já António Guterres voltou a criticar a desigualdade na distribuição de vacinas contra a covid-19.

Quanto a Jair Bolsonaro, aproveitou o palco para voltar a defender a terapêutica que a ciência rejeita. Também criticou as restrições impostas pela pandemia, as mesmas que agora o ministro da Saúde brasileiro terá de cumprir em território norte-americano, depois de ter testado positivo à covid-19.

Marcelo Queiroga esteve não só na assembleia como em vários encontros à margem da reunião. Terá agora de cumprir quarentena e seguir todos os protocolos de segurança sanitária.

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