António Costa

Costa diz que na governação PS ganha ao PSD em “todos os pontos de comparação”

24.01.2022 00:41

O secretário-geral do Partido Socialista (PS), António Costa (D), acompanhado pelo cabeça de lista do partido por Viana do Castelo, Tiago Brandão Rodrigues (E), num comício, durante uma ação de campanha eleitoral para as eleições legislativas 2022, em Viana do Castelo, 23 de janeiro de 2022. A 30 de janeiro mais de 10 milhões de eleitores residentes em Portugal e no estrangeiro constam dos cadernos eleitorais para a escolha dos 230 deputados à Assembleia da República. MIGUEL A. LOPES/LUSA

Costa diz que geriu “melhor as finanças públicas” e teve “melhores resultados orçamentais”.

O líder socialista defendeu que, em termos de governação, o PS ganha “em todos os pontos de comparação” ao PSD, afirmando que, durante o seu Governo, geriu “melhor as finanças públicas” e teve “melhores resultados orçamentais”.

“Nós não temos medo da comparação e em todos os pontos de comparação, nós ganhamos. Nós gerimos melhor as finanças públicas e tivemos melhores resultados orçamentais, nós gerimos melhor a economia e a economia cresceu sete vezes mais do que tinha crescido nos 15 anos anteriores, nós gerimos bem a economia para as pessoas e com as pessoas e, por isso, a taxa de desemprego é metade daquela que era”, frisou António Costa.

O também primeiro-ministro falava num comício no Teatro Sá de Miranda, em Viana do Castelo, no domingo à noite, que contou também com as intervenções do cabeça de lista do PS pelo círculo eleitoral local e ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, e do presidente da federação socialista do distrito, Miguel Alves.

Taxa de desemprego, salário mínimo, abandono escolar

Numa sala cheia, que, no início do discurso cantou “Costa, amigo, Viana está contigo”, o líder do PS, à semelhança do que tem feito durante a campanha, comparou a taxa de desemprego, o valor do salário mínimo ou a taxa de abandono escolar entre 2015, quando substituiu Pedro Passos Coelho na liderança do Governo, com a atual.

António Costa afirmou ainda que, em 2015, “a taxa de juro que o país pagava pela sua dívida era superior aos 4%”, sublinhando que as políticas que o seu executivo introduziu fizeram com que os juros fossem “baixando, baixando, baixando”.

Contrariando assim o que disse ser a retórica da direita quando tomou posse – que anunciou que “o diabo” viria e que o seu Governo ia “pôr em causa a credibilidade internacional do país” –, António Costa frisou que o seu Governo poupou “só ao Estado três mil milhões de euros por ano” a menos devido à dívida.

“Mas se somarmos àquilo que o Estado poupa, o que as famílias poupam com a redução da taxa de juro, o que as empresas pousam com a redução da taxa de juro, é simples, são sete mil milhões de euros por ano, quase metade da ‘bazuca’, que hoje se poupa graças à credibilidade internacional que o país reconquistou”, disse.

Fazendo a ponte com a atual liderança do PSD, António Costa alegou que, quando Rui Rio “foi perguntado sobre o que pensava da governação da austeridade, o que ele disse é que teria feito igual ao pior”.

Louvando-lhe a “coerência”, António Costa apontou que, ainda hoje em dia, o presidente social-democrata é contra a subida do salário mínimo nacional ou contra o aumento extraordinário das pensões.

“Esta é a coerência do dr. Rui Rio e, portanto, ninguém se queixe que vai ao engano, porque ele sempre disse aquilo que pensa sobre esta matéria: ele não acredita que a economia cresça com mais salários, ele não acredita que a economia cresça com maior rendimento para as famílias. Ele acha que, simplesmente baixando os impostos para todas as empresas, a economia por milagre vai crescer, como se a economia não dependesse de cada uma e de cada um daqueles que consome, que trabalha e que cria riqueza”, frisou.

“Aquelas letras pequeninas”

À semelhança do que já tinha feito noutro comício, o líder socialista apelou ainda a que se leia “no programa do PSD aquelas letras pequeninas que aparecem naqueles contratos de seguro”, acusando Rui Rio de dizer que quer “baixar o IVA da restauração”, apesar de ter sido contra a redução do imposto quando o Governo a implementou e de, há dois anos, ter defendido que era preciso aumentá-lo.

“O dr. Rui Rio vem dizer que quer baixar o IVA da restauração, mas, depois, o que é que ele diz na letra pequenina? É que é só para o próximo ano e meio. E depois o que ele diz nem sequer em letra pequenina: é o que é que ele faz a seguir ao passar do ano e meio? E o que é que ele vai fazer? Voltamos ao IVA que temos hoje, ou vamos aumentar o IVA como ele defendia há dois anos para ganhar a tal folga que pague a baixa que ele fará agora só por ano e meio?”, inquiriu.

“É preciso ter muito cuidado, porque aquele programa está cheio de maroscas”, acrescentou.

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