Assalto em Tancos

Tancos. Vasco Brazão nega pacto entre PJ Militar e João Paulino

Rafael Marchante

Sublinha tensão entre PJ e PJ Militar.

No julgamento do furto do material de Tancos, o arguido Vasco Brazão garantiu esta quinta-feira que a Polícia Judiciária Militar nunca prometeu impunidade ao mentor confesso do assalto a troco de informações.

Questionado pelos juízes sobre a razão de a PJM ter sempre protegido a identidade do arguido João Paulino, Vasco Brazão explicou que foi por o considerarem apenas um informador credível e não um suspeito.

Contou também ao tribunal que, depois de a Polícia Judiciária Militar ter encontrado as armas roubadas dos paióis de Tancos, chegaram-lhe relatos de ameaças de Luís Neves, na altura diretor da unidade contra o terrorismo da PJ civil e agora diretor nacional.

Luís Neves terá dito que a PJ Militar podia esperar, e passo a citar, "uma "vingança até à morte" por não ter partilhado com a PJ civil o que sabia sobre o paradeiro do material roubado.

Vasco Brazão não atribui responsabilidades a Azeredo Lopes

Na terça-feira, o arguido Vasco Brazão disse que está arrependido de não ter avisado o Ministério Público quando a Polícia Judiciária Militar recuperou o material roubado dos paióis.

Ouvido em Santarém, disse também que não sabia se Azeredo Lopes estava a par do aparecimento das armas.

O tribunal voltou a ouvir o arguido Vasco Brazão esta quinta-feira.