Assalto em Tancos

Julgamento de Tancos. Diretor adjunto da PJ acusa Judiciária Militar de ter posto entraves à investigação

A recusa dos militares em entregar as perícias feitas ao local do crime causou divergências profundas entre as duas judiciárias.

Esta quinta-feira, durante o julgamento de Tancos, o diretor adjunto da Polícia Judiciária (PJ) acusou a Polícia Judiciária Militar (PJM) de ter posto entraves na investigação ao assalto aos paióis. Carlos Farinha era, na altura, o responsável pelo Laboratório de Polícia Científica.

Foi no cargo que Carlos Farinha exercia anteriormente que pediu à PJM as perícias feitas ao local do crime. Tanto o diretor da PJM como o responsável pela polícia recusaram. Os militares não queriam ceder as impressões digitais – as pegadas e as fotografias que tinham tirado nos paióis. Diziam que só o faziam com ordens do tribunal.

Na sequência da recusa dos militares, Joana Marques Vidal, que era Procuradora-Geral da República, exigiu a Luís Vieira que enviasse todo o material recolhido nos paióis. A PJM perdia a autonomia sobre a investigação.