Assalto em Tancos

Inspetor-chefe da PJ acusa PJM de dificultar investigação de Tancos

Diogo Torres

Diogo Torres

Jornalista

Filipe Ferreira

Filipe Ferreira

Repórter de Imagem

Margarida Martins

Margarida Martins

Editora de Imagem

Ouvido no Tribunal, José Luís Pereira diz ter sido impedido de aceder ao local onde armas foram encontradas.

O inspetor-chefe da polícia Judiciária foi ouvido esta segunda-feira no Tribunal de Santarém e acusou a Judiciária Militar de ter dificultado a investigação ao roubo das armas de Tancos.

José Luís Pereira revelou que durante quase 5 horas a Polícia Judiciária ficou à porta do local onde foram levadas as armas de Tancos.

"Fui barrado à entrada do campo militar de Santa Margarida. Cheguei ao meio dia e só entrei às 16h30. A ideia que tenho é que o coronel Luís Vieira (ex-diretor da PJM) deu ordem para não entrarmos", explicou.

O investigador da PJ é também o responsável pelas buscas e reconstituições no processo de Tancos e durante a audição deixou críticas à atuação da PJM.

"Faziam-nos chegar informações a conta-gotas ou de forma parcial. Por vezes até teve de ser o DIAP a insistir para que dessem informações. Houve uma série de atritos. A PJM nunca acolheu de bom grado a atribuição da investigação à PJ", disse ainda.

Ao tribunal, o inspetor-chefe relatou uma quebra de confiança com a Judiciária Militar mas negou a existência de uma guerra entre as polícias.