Ataques em Paris

França assinala 10 anos dos atentados de Paris com homenagem às vítimas

As cerimónias desta quinta-feira decorrem num novo jardim memorial junto à Câmara Municipal de Paris.

França assinala 10 anos dos atentados de Paris com homenagem às vítimas
Daniel Ochoa de Olza

O décimo aniversário dos atentados terroristas de 13 de novembro de 2015 em Paris é assinalado na quinta-feira, com homenagens às 130 vítimas mortais e aos sobreviventes, ainda marcados pela tensão e pelo trauma dos ataques.

"Há emoções e tensão por todo o lado para nós, sobreviventes", afirmou à agência France-Presse o presidente da associação Life for Paris, Arthur Denouveaux, de 39 anos, que estava na sala de espetáculos Bataclan, onde morreram 90 pessoas.

Os ataques terroristas de 2015 foram cometidos por nove homens armados e bombistas suicidas do grupo Estado Islâmico, que atacaram o Stade de France, vários cafés de Paris e o Bataclan, provocando 130 mortos e mais de 400 feridos.

As cerimónias de quinta-feira decorrem num novo jardim memorial junto à Câmara Municipal de Paris, na presença do Presidente francês, Emmanuel Macron, da autarca Anne Hidalgo, de sobreviventes e familiares das vítimas.

Emmanuel Macron colocará coroas de flores nos locais dos ataques antes da cerimónia principal, a Torre Eiffel será iluminada com as cores da bandeira francesa, e os parisienses foram convidados a acender velas e deixar flores na Praça da República.

Em comunicado, o governo indicou que "a nação se reunirá para honrar a memória das vítimas, expressar o seu apoio às famílias e reafirmar o compromisso de França na luta contra o terrorismo".

O jardim memorial foi projetado com a participação de familiares e sobreviventes, incluindo Denouveaux, e contém os nomes das vítimas gravados em monólitos. "Queríamos um espaço que lembrasse os mortos, mas também simbolizasse a vida e a serenidade", referiu.

Os atentados de novembro de 2015 foram os mais mortíferos em França desde a Segunda Guerra Mundial.

O julgamento realizado entre 2021 e 2022 condenou o único membro sobrevivente do grupo terrorista Salah Abdeslam, a prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional. Outros 19 cúmplices foram igualmente condenados.