Nas últimas eleições autárquicas, a CDU teve o pior resultado de sempre em número de câmaras. Este ano, as apostas dos comunistas vão para alguns dos bastiões perdidos, como Almada, Barreiro e Alcochete.
O coletivo PCP-Verdes perdeu força na última votação autárquica. A CDU deixou fugir 10 câmaras para outras mãos.
Em 2021, a aposta dos comunistas passa precisamente por tentar recuperar alguns dos territórios perdidos. O distrito de Setúbal - dominado pela CDU durante décadas - é central nesta equação.
Maria das Dores Meira, presidente da Câmara de Setúbal, cumpre o terceiro mandato e, por nisso, não se pode candidatar novamente neste concelho.
Muda-se para Almada. Será o trunfo jogado para tentar derrotar Inês de Medeiros, do PS, que em 2017 acabou com a hegemonia comunista.
Na margem sul do Tejo, há ainda a vontade de recuperar o Barreiro e Alcochete, onde são candidatos os antigos presidentes destas câmaras. Há quatro anos, a CDU perdeu ainda as maiorias absolutas em Palmela e no Seixal.
O PS retirou aos comunistas a liderança das câmaras do Alandroal, Constância, Barrancos, Castro Verde, Moura e Beja. O PCP segurou Évora, que agora pode estar em risco, e Loures, onde Bernardino Soares quer continuar a governar.
Em Lisboa, mantém-se o candidato que vai a todas: João Ferreira deixou o parlamento europeu em julho para se dedicar a 100 por cento ás autárquicas.
No Porto, a vereadora Ilda Figueiredo também é novamente candidata. E a CDU aposta também em Guimarães, onde perdeu a vereação. Desta vez, é a deputada dos Verdes Mariana Silva que vai a jogo.
Desde 2005, os resultados da CDU oscilaram entre avanços e recuos e 2017 marcou o pior ano de sempre em números de câmaras. Este ano, há nova prova. Na última, Jerónimo de Sousa criticou os que chama de frustrados por andarem sempre a sonhar com a morte do PCP.