Eleições Autárquicas

Autárquicas: António Costa volta a falar nos milhões do PRR 

Secretário-geral do PS critica quem recusa trabalhar em conjunto. 

O secretário-geral do PS, e primeiro-ministro, voltou a falar sobre os milhões de euros do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), num comício do partido, em Coimbra.

As declarações de António Costa surgem depois do eurodeputado do PSD, Paulo Rangel, acusar o chefe de Governo de estar a fazer campanha às autárquicas com os fundos europeus.

No discurso no Teatro Académico Gil Vicente, Costa reforçou que, numa altura em que o PRR começa a ser executado, é preciso continuar a trabalhar em conjunto.

Referindo-se aos 2.750 milhões de euros do PRR destinados à habitação, António Costa frisou que os municípios são quem está melhor posicionado para executar o plano e salientou que as verbas em questão não são "para ser gastas pelo Governo, são para ser disponibilizados pelo Governo às autarquias locais, para que cada autarquia local possa executar a sua estratégia local de habitação".

"Não é o Governo que diferencia as autarquias, são as autarquias que se diferenciam, porque há aquelas que apostam em dar resposta às necessidades de habitação das suas populações e aquelas que, infelizmente, têm outras prioridades", afirmou António Costa, em referência às críticas que tem recebido, nomeadamente do PSD, de estar a "misturar na campanha a função de primeiro-ministro com a de secretário-geral do PS".

Paulo Rangel faz queixa de António Costa à presidente da Comissão Europeia

Paulo Rangel fez esta quarta-feira queixa de António Costa à presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen.

Durante o debate do Estado da União, em Estrasburgo, o eurodeputado acusou o primeiro-ministro de usar o Plano de Recuperação e Resiliência para fazer campanha para as eleições autárquicas.

"O Plano de Recuperação é para relançar a economia e as empresas e para dar oportunidades aos jovens. Não é para pagar as despesas do orçamento, como em parte está a acontecer em alguns países, incluindo no meu. E não é para ser usado como arma de campanha eleitoral, como está a fazer agora todos os dias o primeiro-ministro português", afirmou Rangel.

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