Eleições Autárquicas

Carlos Moedas toma posse como presidente da Câmara de Lisboa

ANTÓNIO COTRIM

Cerimónia decorreu na Praça do Município.

O social-democrata Carlos Moedas tomou esta segunda-feira posse como presidente da Câmara Municipal de Lisboa, após três semanas da vitória sem maioria absoluta nas autárquicas de setembro, em que conseguiu derrotar a candidatura do presidente cessante, o socialista Fernando Medina.

A cerimónia de instalação e posse do presidente e dos vereadores, bem como dos deputados municipais eleitos para a Assembleia Municipal e dos presidentes de Juntas de Freguesia (deputados municipais por inerência), decorreu na Praça do Município.

O novo presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas (2-D), cumprimenta o ex-presidente da autarquia, Fernando Medina (E), durante a cerimónia de instalação e posse do presidente e vereadores eleitos para a autarquia lisboeta, bem como dos deputados municipais eleitos para a Assembleia Municipal de Lisboa, realizada nos Paços do Concelho de Lisboa.

O novo presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas (2-D), cumprimenta o ex-presidente da autarquia, Fernando Medina (E), durante a cerimónia de instalação e posse do presidente e vereadores eleitos para a autarquia lisboeta, bem como dos deputados municipais eleitos para a Assembleia Municipal de Lisboa, realizada nos Paços do Concelho de Lisboa.

ANTÓNIO COTRIM

Moedas defende envolvimento das pessoas na decisão sobre futuro de Lisboa

Carlos Moedas defendeu o envolvimento das pessoas no processo de decisão da cidade e realçou como primeira obrigação ajudar os lisboetas a recuperarem da crise pandémica da covid-19.

"A comunidade tem de estar no centro de tudo. As soluções que realmente geram prosperidade têm que vir de baixo para cima e não de cima para baixo. Têm que partir das pessoas, têm que ser sentidas pelas pessoas, têm que servir as pessoas", afirmou o social-democrata Carlos Moedas, no seu discurso de tomada de posse como presidente da Câmara Municipal de Lisboa, reiterando a proposta de criar uma Assembleia de Cidadãos.

Assinalando a tomada de posse como "um ritual de passagem de testemunho, de transição pacífica de poder, de alternância democrática", o presidente da Câmara Municipal de Lisboa manifestou "emoção" nesta cerimónia, em que contou com a presença da família, de amigos e de pessoas que partilham a "paixão por Lisboa".

Sobre as decisões políticas para o quadriénio 2021/2025, Carlos Moedas disse que a primeira obrigação é a de ajudar os lisboetas, os comerciantes locais e as empresas a recuperarem o "mais rapidamente possível" da crise provocada pela pandemia de covid-19.

"É aqui que entra o novo programa Recuperar+ e outras iniciativas de resposta imediata e sem burocracia, mas também as nossas propostas de redução de impostos, que darão maior liquidez às famílias", apontou o social-democrata, destacando ainda a redução de impostos municipais, para que Lisboa seja uma "cidade fiscalmente amigável".

Na área social, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa defendeu a preocupação pela população mais frágil, no sentido de ter "uma comunidade saudável", sugerindo "um plano de acesso à saúde para os lisboetas com mais de 65 anos, que são carenciados e que hoje, em muitos casos, não têm médico de família", assim como iniciativas para apoiar as pessoas em situação de sem-abrigo e para reforçar a rede de cuidadores informais.

"Gostava que Lisboa fosse conhecida como a cidade que cuida, que cuida de quem precisa", reforçou.

Outras das áreas de intervenção são habitação e urbanismo, inclusive "acelerar a reconversão urgente do muito património municipal devoluto", assim como mobilidade, segurança, espaços verdes e cultura.

A cerimónia de posse do presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, e a instalação dos órgãos do município de Lisboa para o quadriénio 2021/2025 decorreu na Praça do Município de Lisboa, com cerca de 700 lugares sentados, inclusive para a presença de várias personalidades como o ex-Presidente da República Aníbal Cavaco Silva, os antigos primeiros-ministros Francisco Pinto Balsemão, Pedro Passos Coelho e Pedro Santana Lopes (atual presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz), o presidente do PSD, Rui Rio, e o presidente do CDS-PP, Francisco Rodrigues dos Santos, e mais de uma centena de pessoas a assistir em pé.

A cerimónia contou ainda com a presença de diversas personalidades, como os ex-líderes do PSD Luís Marques Mendes e Manuela Ferreira Leite, os presidentes das câmaras municipais de Cascais, Carlos Carreiras, e do Porto, Rui Moreira, o presidente do Banco de Portugal e ex-ministro das Finanças, Mário Centeno, o candidato à liderança do PSD Paulo Rangel, e os antigos candidatos à liderança do PSD Luís Montenegro e Miguel Pinto Luz.

  • Esqueçam o atrás...

    Tenham noção

    O recado de Rodrigo Guedes de Carvalho sobre redundâncias. Tenham noção que dizer ou escrever "há cinco anos atrás", "subir para cima" ou "descer para baixo" é desnecessário.

    SIC Notícias