Sebastião Bugalho substituiu esta quinta-feira Luís Montenegro na campanha autárquica e saiu em defesa da estratégia do Governo para a habitação. O eurodeputado garante que "não vem aí o diabo, mas sim mais casas".
Antes do regresso de Montenegro em força à campanha, Bugalho volta a assumir a linha da frente na caça ao voto.
A Covilhã é um dos exemplos da aposta do PSD em candidatos independentes para conquistar câmaras atualmente fora da esfera social-democrata.
Mas qual é, afinal, o verdadeiro peso político de um independente?
A escolha do ex-independente Sebastião Bugalho para liderar a frente no interior do país não significa que o primeiro-ministro esteja menos empenhado numa região que há muito se queixa de estar esquecida.
Chegar à Covilhã ficou mais barato. Contra a vontade do Governo, o Parlamento pôs fim às portagens. No entanto, esse não é o tema central da campanha neste momento.
Nos temas nacionais que marcam o debate autárquico, Sebastião Bugalho tem concentrado as críticas no líder do PS. Durante um almoço, recuperou uma pergunta feita a José Luís Carneiro sobre habitação, uma questão que, segundo o eurodeputado, continua sem resposta.
Esta deverá ser uma das últimas vezes em que, ao olhar para a cabeça de uma arruada da campanha autárquica do PSD, não vemos Luís Montenegro.
Os compromissos oficiais do primeiro-ministro obrigaram-no a ceder temporariamente o protagonismo a outros rostos do partido. No entanto, a partir de agora, Montenegro promete assumir em pleno as despesas da campanha.