É a segunda aparição em campanha para as autárquicas. Depois de ter estado na Amadora, onde foi candidato há 30 anos, agora é a vez de Sintra, onde é eleitor. Pedro Passos Coelho vem para apoiar o candidato do PSD, mas também para empurrar um pouco mais o partido em direção ao Chega.
“As linhas vermelhas que os candidatos têm de ser aquelas que são ditadas por consciência e, portanto, têm de estar relacionadas com coisas muito particulares, muito especiais, muito graves. Tirando isso, vivemos uma democracia, temos de nos respeitar uns aos outros e temos de saber trabalhar em conjunto quaisquer que sejam os eleitos”.
Nos últimos dias, também fez questão de mostrar que não se sentia obrigado, nas próximas eleições, a apoiar Luís Marques Mendes, o candidato presidencial apoiado pelo PSD. Agora, as eleições são locais e Passos Coelho faz questão de lembrar que quando foi ele, foi sempre mais difícil.
“Nas encostas quando estávamos a sair da crise, a sua memória ainda estava muito presente, o PSD perdeu câmaras que nunca tinha pensado perder e ganhou câmaras que nunca tinha pensado ganhar. E isso serve para dizer que, não sendo imune ao ambiente nacional (...) na verdade, as pessoas escolhem atendendo aquilo que está em jogo, que são as eleições autárquicas.
Garante que esgota aqui as aparições nesta campanha, mas mesmo sem aparecer em Lisboa, assegura que está a torcer por Carlos Moedas. “Daqui a pouco tenho de ir dar aulas, tenho uma vida preenchida, não posso andar pelo país, não estou em campanha pelo país porque a minha função hoje não é essa”.
A função hoje não é essa. Quando era líder do PSD, deixou de o ser precisamente depois de um mau resultado nas autárquicas.