Presidenciais

Passos Coelho descarta "obrigação" de se pronunciar sobre apoio a candidatos presidenciais

Antigo primeiro-ministro mantém 'exílio autoimposto' e rejeita obrigações de apoiar um candidato presidencial, em particular Marques Mendes que é apoiado formalmente pelo PSD. Ainda assim, admite que ainda o possa vir a fazer.

Passos Coelho descarta "obrigação" de se pronunciar sobre apoio a candidatos presidenciais
MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

Apelidado pelo mandatário da campanha de Suzana Garcia à Amadora, Manuel Luís Goucha, como o "desejado", Pedro Passos Coelho continua a levantar pó de cada vez que fala. Mesmo afastado da política - por opção sua - o antigo primeiro-ministro mantém as suas opiniões firmes, mas quem apoia nestas presidenciais?

Ao jornal Expresso, o social-democrata disse não se sentir  amarrado à obrigação de se pronunciar sobre os candidatos, ainda que não rejeite que ainda o possa vir a fazer.

Não vejo razão alguma para me amarrar à obrigação de um dia me vir a pronunciar sobre apoio a um candidato presidencial, nem para jurar nunca o vir a fazer”, disse quando questionado sobre se iria assumir o apoio a algum candidato às eleições presidenciais de janeiro, em particular, se apoiaria Marques Mendes, o candidato que o PSD apoia formalmente.

Não apoiando, por enquanto, nenhum candidato, é certo que é "desejado", mas na qualidade de candidato. André Ventura, aquando do anúncio da sua candidatura à Presidência da República, assumiu ter falhado ao não encontrar uma alternativa a si mesmo que estivesse "à altura das aspirações" do Chega indicando que "tinha preferido que Pedro Passos Coelho fosse candidato a Presidente da República".