Cimeira do Clima

Lula da Silva quer organizar conferência do clima da ONU na Amazónia em 2025

O Presidente eleito do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva
O Presidente eleito do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva
MOHAMED ABD EL GHANY

O Brasil já tinha proposto sediar a COP25, em 2019.

O Presidente eleito do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou hoje o seu desejo de organizar a conferência do clima da Organização das Nações Unidas (ONU) COP30, em 2025, na Amazónia brasileira.

"Vamos conversar com o secretário-geral da ONU e pedir que ele leve a COP30 para a Amazónia", disse Lula da Silva, num evento organizado num espaço dedicado aos governos regionais da Amazónia brasileira em Sharm el-Sheikh, no Egito, onde acontece a COP27.

"Se a Amazónia tem o significado que tem para o planeta Terra, se tem a importância que todos vocês dizem que tem, que todos os cientistas dizem que tem, nós não temos de medir esforços para afirmar que uma árvore em pé vale mais do que uma árvore derrubada", acrescentou.

O futuro Presidente brasileiro também destacou que é importante que uma conferência do clima aconteça no Brasil, país que abriga cerca de 65% da maior floresta tropical do planeta, por considerar importante que "as pessoas que defendem a Amazónia, que defendem o clima conheçam de perto o é aquela região" para que possam discutir a Amazónia "a partir de uma realidade concreta".

O Brasil já tinha proposto sediar a COP25, em 2019, mas a eleição do atual Presidente, Jair Bolsonaro, fez o país desistir de ser sede do fórum naquele ano.

"O Brasil está de volta ao mundo", afirmou Lula da Silva nas suas redes sociais, ao chegar no Egito, sem fazer alusão direta a Bolsonaro, seu rival nas últimas eleições, que tem sido alvo de críticas pela falta de políticas claras em defesa do meio ambiente e contra as mudanças climáticas.

Numa breve intervenção junto de governadores brasileiros, Lula da Silva reafirmou que pretende defender os indígenas a partir da criação de um Ministério dedicado aos povos originários do Brasil para "fazer com que eles não sejam tratados como bandidos."

Sobre a política de combate ao desflorestamento na Amazónia, o próximo Presidente brasileiro afirmou que conversará com prefeitos e governadores para combater a destruição da floresta porque são os políticos locais quem conhecem a realidade das zonas devastadas e podem ajudar na fiscalização.

No fim de sua intervenção, Lula da Silva defendeu que foi ao fórum internacional também para dizer que o Brasil mudará definitivamente, que fortalecerá a democracia e prometeu que manter um diálogo permanente com todos as autoridades envolvidas na preservação ambiental.

Últimas Notícias
Mais Vistos