Cimeira do Clima

Cimeira do Clima marcada pelo pessimismo: três países mais poluidores do mundo não vão ao Brasil

Mais de 60 chefes de Estado e de governo vão estar reunidos, em Belém, no estado brasileiro do Pará, para a abertura da Cimeira do Clima. De fora do encontro, estão os líderes dos Estados Unidos, China e Índia, os três países mais poluidores do mundo.

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A cidade de Belém, que fica à entrada do rio Amazonas, foi a escolhida pelo governo brasileiro para a organização da 30ª conferência das Nações Unidas sobre alterações climáticas.

Ainda antes das reuniões que vão durar mais de uma semana, e onde vão estar especialistas de todo o mundo, a capital do estado do Pará, recebe mais de 60 chefes de Estado e de governo nestes dois dias.

A Cimeira do Clima é o palco para os líderes mundiais mostrarem o que estão dispostos a fazer para combater as mudanças no clima e travarem as consequências que estas alterações trazem. Fora da conferência, por escolha própria, ficaram os líderes dos Estados Unidos, China e Índia, os três países mais poluidores do mundo.

Estas ausências vão, claramente, condicionar qualquer decisão que possa ser tomada no Brasil por todas as outras nações. Sem os grandes poluidores, pouco se pode mudar nos próximos anos.

Portugal vai estar representado nesta cimeira pelo primeiro-ministro Luís Montenegro.

No acordo global do clima, assinado em Paris há 10 anos, o mundo comprometeu-se a reduzir as emissões de gases com efeito de estufa para que o aquecimento global não ultrapassasse o limite de 1,5 graus Celsius.

No entanto, segundo a ONU, a temperatura vai aumentar, até ao final do século, entre 2,3 e 2,5 graus. Ou seja, se nada for feito com urgência, o planeta vai ficar cada vez mais quente, com consequências catastróficas para os ecossistemas e para a sobrevivência de todos.