O Hamas ainda não respondeu ao plano de Trump para Gaza, mas assegura estar de boa-fé. Já Netanyahu nega ter acordado com o presidente dos Estados Unidos a criação de um Estado palestiniano e assegura que as forças de Defesa de Israel vão permanecer na maior parte do território.
O acordo foi saudado pelos líderes internacionais, mas, de regresso a Israel, Benjamin Netanyahu apressou-se a negar ter acordado com Donald Trump a criação de um Estado palestiniano, prevista no ponto 19 do plano.
Netanyahu assegurou que a criação do Estado da Palestina “não está escrita no acordo”. “O Presidente Trump compreende isso”, sublinhou. “Seria uma enorme recompensa para o terrorismo e um perigo para o Estado de Israel.”
Em Washington, o primeiro-ministro israelita viu-se obrigado a ligar ao emir do Qatar e a pedir desculpas pelo ataque de 9 de setembro a Doha. Mas, chegado a Israel - onde enfrenta o radicalismo da coligação que o sustenta no poder -, tentou mitigar uma crise governamental. É que o ministro israelita das Finanças, de extrema-direita, classificou abertamente o plano como um enorme fracasso diplomático.
Hamas vai analisar, ataques em Gaza continuam
Já o Hamas garantiu que iria analisar o documento de boa-fé. O mais provável, afirmam os analistas, é que tente negociar garantias através do Qatar e do Egito.
O plano prevê a desradicalização, desmilitarização e a reconstrução de Gaza. A transição vai ser supervisionada por um conselho de paz.
A reação imediata das famílias dos reféns foi de esperança, com o plano a prever o regresso dos sequestrados em 72 horas. Mas com fracassos anteriores na memória, a cautela acaba por sobrepor-se à euforia.
Em Gaza, a paz é uma miragem. Horas depois da reunião entre Donald Trump e Benjamin Netanyahu, Israel continuou a intensificar a ofensiva. Os ataques fizerem pelo menos três dezenas de mortos.