Conflito Israel-Palestina

Berlim proíbe manifestação pró-Palestina em aniversário do ataque do Hamas

A polícia disse recear que a manifestação na capital alemã fosse violenta. Outra manifestação pró-Palestina fora também proibida na cidade de Frankfurt, mas o tribunal decidiu autorizá-la.

Berlim proíbe manifestação pró-Palestina em aniversário do ataque do Hamas
Markus Schreiber/AP Photo

Berlim proibiu, esta terça-feira, uma manifestação pró-Palestina sob o lema "Parem o genocídio", devido à possibilidade de que a manifestação não seja pacífica e justifique o ataque terrorista do Hamas a 7 de outubro de 2023 contra Israel.

A polícia de Berlim indicou que a manifestação foi proibida pela autoridade competente devido à existência de uma convocatória para uma manifestação que "aprova" o ataque da organização islamita palestiniana Hamas, o que suscitou receios de que a manifestação não seria pacífica.

A manifestação deveria ter lugar junto ao relógio mundial, na praça central Alexanderplatz, sob o lema "geração após geração, até à libertação total". Na convocatória, os organizadores aludiam ao ataque, que causou a morte de cerca de 1.200 israelitas e resultou no sequestro de outras 251 pessoas, como uma "fuga heroica" da Palestina.

"Dois anos se passaram desde que o povo de Gaza rompeu os muros da maior prisão ao ar livre. Esta fuga heroica apanhou o mundo de surpresa e abalou profundamente os alicerces do regime sionista, um pilar do controlo imperial na região", sublinhava o apelo.

Estes termos já foram condenados na segunda-feira, entre outros, pelo embaixador de Israel na Alemanha, Ron Prosor, que descreveu os manifestantes como pessoas que apoiam o Hamas.

A proibição por parte das autoridades de Berlim ainda pode ser objeto de recurso, mas, segundo a polícia, presume-se que a manifestação não se realizará.

A manifestação pró-palestiniana em Berlim não é a única convocada para esta terça-feira na Alemanha, uma vez que em Frankfurt (oeste) outra manifestação pró-Palestina foi inicialmente proibida pelas autoridades, embora os organizadores tenham recorrido com urgência da medida e um tribunal administrativo tenha decidido autorizar a ação. Em Frankfurt, os organizadores esperam reunir cerca de 1.000 pessoas.