Confrontos no Irão

EUA estudam opções militares de responder ao Irão, já morreram mais de 500 pessoas nos protestos

O Irão ameaça retaliar, se os Estados Unidos atacarem território iraniano. Avisam que os alvos serão Israel e bases norte-americanas no Médio Oriente.

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Os Estados Unidos estão a estudar formas para responder ao Irão. Está agendada uma reunião para terça-feira, depois de Donald Trump ter ameaçado atacar o país se continuassem a morrer civis nos protestos. Já morreram mais de 500 pessoas nas manifestações.

É mais recente balanço de uma agência norte-americana de defesa de direitos humanos. Deste novo número, mais de 40 são de agentes das forças de segurança. No entanto, podem ser superiores, tendo em conta o apagão de comunicações no Irão, que dificulta a verificação dos dados.

Foram divulgadas imagens de dezenas de corpos no chão junto a uma morgue em Teerão. As pessoas morreram durante os violentos protestos. No vídeo, é possível ainda ver vários familiares que se dirigiram ao local para reconhecer os corpos.

A agência Reuters conseguiu confirmar a localização dos vídeos através de imagens de satélite. Ainda assim, não se sabe quando é que estas imagens foram gravadas.

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A vaga de manifestações em quase todo o país contra a teocracia iraniana começou há duas semanas, a 28 de dezembro.

Para acalmar os protesto, o presidente do Irão, Masoud Pezeshkian, prometeu uma reforma económica. Dirigiu-se também aos Estados Unidos e a Israel, acusando os dois países de fomentarem a desordem no Irão.

Já o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, diz que os protestos estão a gerar um forte instabilidade e que a segurança deve ser restaurada rapidamente.

SOCIAL MEDIA/Reuters

O Irão ameaça retaliar, se os Estados Unidos atacarem território iraniano. Avisam que os alvos serão Israel e bases norte-americanas no Médio Oriente.

É mais uma consequência da tensão entre Washington e Teerão por causa das manifestações contra o regime dos Ayatollahs.

Inicialmente contra o custo de vida e a inflação galopante, num país sujeito a sanções económicas dos Estados Unidos e da ONU, os protestos têm vindo a intensificar-se e transformaram-se numa contestação política contra o regime.

Na quinta-feira, as autoridades desligaram a Internet e o sinal de telemóveis em todo o país, na sequência de uma grande manifestação em Teerão e depois de terem sido publicados nas redes sociais vídeos que mostravam uma multidão em protesto.

Netanyahu espera que Irão "seja em breve libertado do jugo da tirania"

O primeiro-ministro de Israel, Benjamim Netanyahu, manifesta apoio de Israel aos manifestantes que têm tomado conta das ruas no Irão. Diz esperar que o Irão "seja em breve libertado do jugo da tirania" e condenou "os massacres em massa cometidos contra civis".

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Com Lusa.