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Suicídio: os sinais de alerta a que devemos estar atentos

Em Portugal, estima-se que se suicidam pelo menos três pessoas por dia, sendo esta a segunda causa de morte nos jovens entre os 15 e 34 anos em todo o mundo.

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Ao contrário do que muita gente pensa, o suicídio pode afetar pessoas de todas as idades e estatutos sociais. E não, falar sobre isto não aumenta a probabilidade de pensamentos sobre suicídio. Aliás, estudos mostram que programas escolares em que se fala sobre depressão, ansiedade e suicídio podem reduzir ideação suicida.

O que leva alguém a pensar em pôr fim à sua vida é multifatorial. Mas alguns fatores de risco incluem solidão e falta de apoio social; doença mental, como depressão, dependência de substâncias ou perturbação bipolar, acesso a meios letais; traumas recentes, entre outros. Por outro lado, fatores protetores parecem incluir acesso a cuidados de saúde psicológica, uma boa rede de apoio e competências socioemocionais que permitam pedir ajuda e falar sobre eventuais dificuldades.

E todos podemos ajudar, estando disponíveis para perguntar ou falar sobre o assunto. Isto é especialmente verdade se reconhecer alguns dos sinais de alarme. Ainda assim, lembre-se que pode não haver qualquer sinal e que, por vezes, o suicídio também acontece num momento de desespero, por impulso.

Se vê em alguém com algum tipo de sofrimento psicológico ou se, de alguma forma, sente que este pode ser o seu caso, fale sobre o que sente. Demasiadas vezes, os pensamentos, intenções e planos de suicídio são mantidos em segredo.

Contactos importantes

  • Serviço de saúde mental do hospital da sua região para adultos ou para crianças e adolescentes
  • Linha SNS 24 - 808242424
  • Em caso de emergência, risco de vida, ligue imediatamente para o 112
  • SOS Voz Amiga - 21 354 4545