Coronavírus

Mais de 830 casos de infecção pelo coronavírus

Mais de 830 casos de infecção pelo coronavírus

Pelo menos 26 vítimas mortais confirmadas.

Especial Coronavírus

Já há 10 cidades chinesas, na região central de Hubei, em isolamento. Depois das autoridades terem isolado Wuhan, ponto de origem da infecção provocada pelo coronavírus, a quarentena estendeu-se a outros 9 municípios, e são agora mais de 40 milhões de pessoas que não podem sair.

Não há aviões, combóios, ferrys nem autocarros e as autoestradas estão bloqueadas. Mas o impacto da doença não se limita ao centro da China.

O governo de Pequim cancelou dezenas de eventos públicos e mandou encerrar a maior parte das grandes atrações turísticas do país, incluíndo, partes da Grande Muralha, vários templos e os palácios da Cidade Proibida, na capital.

Em Hong Kong e em Macau, foram canceladas várias celebrações do Ano Novo e adiados diversos eventos desportivos.

Já há mais de 830 casos confirmados de pessoas infectadas, das quais pelo menos 26 morreram e dezenas estão ainda internadas, mais de 170 em estado grave.

Entre os mortos, estão duas pessoas que não viviam na região de Hubei e um homem de 36 anos que é a vítima mortal mais nova.

Para fazer face ao elevado número de doentes, está a ser construído um novo hospital, em Wuhan, em tempo recorde.

As autoridades dizem que terá capacidade para mil camas e que estará pronto, o mais tardar, no final da próxima semana.

Milhares de operários, engenheiros e técnicos foram chamados para a obra que terá várias áreas de isolamento para os infectados e alojamentos para os médicos e enfermeiros, entretanto convocados.

Fora da China, a Coreia do Sul e o Japão já confirmaram dois casos de pessoas infectadas, Singapura, 3 e a Tailândia, 4.

Estados Unidos, Taiwan e o Vietname, também já registaram, pelo menos 1 doente. Mas em todos estes países, e em diversos outros, há mais pessoas que estão a ser testadas por terem sintomas iguais ao da pneumonia viral e terem estado em contacto com quem regressou da China.

A organização mundial da saúde diz que ainda é cedo para decretar uma emergência internacional mas reconhece que isso pode vir a acontecer se o coronavírus continuar a espalhar-se pelo mundo.