Coronavírus

Rússia proíbe exportação de máscaras e outros equipamentos de proteção contra o Covid-19

MAXIM SHIPENKOV

Para impedir a propagação do novo coronavírus, a Rússia tomou várias medidas draconianas, sobretudo contra a China.

Especial Coronavírus

A Rússia proibiu a exportação de máscaras sanitárias e outros equipamentos médicos usados para proteger a população contra a propagação do novo coronavírus, que já infetou mais de 92.000 pessoas em todo o mundo.

Essa proibição, que visa "garantir a proteção da vida e da saúde humanas", é válida até ao dia 01 de junho, especifica um decreto datado de segunda-feira, mas publicado apenas hoje no 'site' do governo russo.

Nesta proibição estão incluídas máscaras, mas também outros equipamentos, como óculos de proteção, macacão e colete médico, proteções descartáveis para sapatos, gazes, luvas e desinfetantes.

As autoridades russas abrem, contudo, uma exceção para poder "prestar assistência humanitária internacional a estados estrangeiros" e, se a exportação for feita "por particulares para uso pessoal", ela terá de ser especificada no decreto.

Seis pessoas infetadas na Rússia

O novo coronavírus, que provoca a já doença denominada por Covid-19, que resulta em infeções respiratórias como a pneumonia, já infetou mais de 92.000 pessoas em todo o mundo e matou quase 3.200 pessoas.

A Rússia confirmou um total de seis pessoas contaminadas: um homem regressado de Itália e diagnosticado em Moscovo, dois cidadãos chineses e três russos contaminados no navio Diamond Princess e repatriados.

Para impedir a propagação do novo coronavírus, a Rússia tomou várias medidas draconianas contra a China, proibindo nomeadamente o acesso ao seu território e fechando 4.250 quilómetros de fronteiras comuns.

Na semana passada, os cidadãos iranianos foram impedidos de entrar no território e as autoridades russas impuseram também severas restrições aos sul-coreanos.

O novo coronavírus já infetou pessoas em cerca de 70 países e territórios, incluindo cinco em Portugal.
Das pessoas infetadas, mais de metade já recuperaram.

Além de quase 3.000 mortos na China continental, há registo de vítimas mortais no Irão, Itália, Coreia do Sul, Japão, França, Hong Kong, Taiwan, Austrália, Tailândia, Estados Unidos da América e Filipinas.

A OMS declarou o surto de Covid-19 como uma emergência de saúde pública internacional de risco "muito elevado".