Coronavírus

Fesap equaciona cancelar ações de protesto devido ao coronavírus

MANUEL DE ALMEIDA

Ações de protesto estavam agendadas para os dias 19 e 20.

Especial Coronavírus

A Federação de Sindicatos da Administração Pública (Fesap) está a equacionar cancelar algumas das ações de protesto que estavam agendadas para os dias 19 e 20, como plenários e concentrações em vários pontos do país, devido ao novo coronavírus.

"Equacionamos a possibilidade de anular algumas das ações anunciadas, nomeadamente concentrações e plenários regionais e nacionais de dirigentes e ativistas sindicais", afirmou à Lusa o secretário-geral da Fesap, José Abraão. Segundo adiantou o sindicalista, a Fesap vai analisar a situação e ainda esta semana irá anunciar a decisão, mas tudo aponta para que as ações sejam canceladas.

"Vamos ver como as coisas vão evoluir, mas muito dificilmente estas ações se realizarão", indicou José Abraão.

A Fesap anunciou há cerca de uma semana um conjunto de ações de protesto a realizar durante março, que inclui um plenário nacional de trabalhadores em Coimbra, no dia 20, para o qual foi emitido um pré-aviso de greve, não para apelar a uma greve nacional, mas para permitir que os trabalhadores possam juntar-se ao plenário de dirigentes e ativistas sindicais marcado para esse dia. As ações incluem ainda a devolução do dinheiro que resulta da atualização salarial de 0,3% decidida pelo Governo, em porquinhos mealheiro.

Estas medidas foram anunciadas em 03 de março pelo secretário-geral da Fesap, numa conferência de imprensa realizada em Lisboa, tendo José Abraão precisado que as formas de luta decididas pelo Secretariado Nacional foram condicionadas pela atual situação imposta pelo surto de Covid-19.

A data do plenário da Fesap (da UGT) em Coimbra coincidirá com a da greve nacional convocada pela Frente Comum (afeta à CGTP).Hoje, a Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública anunciou, por seu lado, que mantém a greve nacional dia 20, mas garante o normal funcionamento dos serviços de saúde nesse dia devido ao impacto do novo coronavírus.

"Foi entendimento da Frente Comum não contribuir para o alarmismo social que existe e, fazendo justiça ao sentido de responsabilidade dos trabalhadores da administração pública, nomeadamente os da saúde, optámos por assegurar o normal funcionamento dos serviços dependentes do Ministério da Saúde", afirmou o líder da estrutura sindical da CGTP, Sebastião Santana, em conferência de imprensa, em Lisboa.

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