Coronavírus

Hong Kong impõe quarentena a visitantes, incluindo de Portugal

JEROME FAVRE

O Departamento de Saúde vai determinar novas regras em relação a quarentena para enfrentar o surto do novo coronavírus.

Especial Coronavírus

O Departamento de Saúde de Hong Kong anunciou esta sexta-feira que os visitantes de quase toda a zona Schengen europeia, que inclui Portugal, estarão sujeitos a "quarentena domiciliária obrigatória" a partir da próxima terça-feira, dia 17.

Segundo informação divulgada no portal do governo da região administrativa especial de Hong Kong na Internet, o Departamento de Saúde vai ajustar a resposta à situação da Covid-19 e determinar novas regras em relação a quarentena para enfrentar o surto do novo coronavírus.

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Assim, a partir das 00:00 de 17 de março, quem chegar a Hong Kong e tenha estado nos últimos 14 dias nalgum país da zona Schengen europeia "estará sujeito a quarentena domiciliária obrigatória", indicou o Departamento de Saúde do território.

O mesmo acontece para quem chegar da Coreia do Sul, exceto de Daegu e Gyeongsangbuk-do, caso em que os visitantes já têm de ficar em quarentena num centro para esse efeito, tal como acontece com os que chegam do Irão e das regiões italianas de Emília-Romanha, Lombardia e Veneto.

A quarentena domiciliária passa a ser obrigatória em Hong Kong a partir das 00:00 de sábado (dia 14) para os visitantes de Itália, das regiões francesas de Borgonha-Franco-Condado e Grande Leste (Alsácia-Champanha-Ardenas-Lorena), da região alemã de Renânia do Norte-Vestfália, de Hokkaido no Japão e das regiões de La Rioja, Madrid e País Basco em Espanha.

Hong Kong registou esta sexta-feira a morte de uma quarta pessoa, vítima do surto de Covid-19, noticiou a emissora pública RTHK, que cita a Autoridade Hospitalar da região administrativa especial chinesa.

Até o momento, Hong Kong registou mais de uma centena de casos, sendo que 75 dos pacientes já receberam alta hospitalar.

O novo coronavírus responsável pela Covid-19 foi detetado em dezembro, na China, e já provocou mais de 4.900 mortos em todo o mundo, levando a Organização Mundial de Saúde a declarar a doença como pandemia.

O número de infetados ultrapassou as 131 mil pessoas, com casos registados em cerca de 120 países e territórios.

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