Coronavírus

Nunca tinha ouvido falar de coronavírus?

Nunca tinha ouvido falar de coronavírus?

Inês M. Borges

Inês M. Borges

Designer Gráfico e Multimédia

Através de um conjunto de artigos, vídeos e animações, baseados em conhecimentos científicos recentes, tenta dar-se respostas a estas e a outras perguntas sobre o novo coronavírus.

Especial Coronavírus

O novo coronavírus, identificado a dezembro de 2019, na província de Wuhan, na China, já chegou a mais de uma centena de países, que têm tomado medidas sem precedentes para conter a disseminação do vírus. Mas o que ainda há para saber acerca da Covid-19? Como se transmite e quais são os sintomas? Pode ser comparado a uma gripe?

Nunca tinha ouvido falar de coronavírus?

Pode parecer um assunto novo, mas, na realidade, já é conhecido desde a década de 60. É importante entender que o coronavírus não é apenas um vírus, mas uma grande família de vírus. Foram identificados nos anos 60 em animais, mas só a partir de 2002 é que começaram a infetar humanos - SARS (Síndrome Respiratória Aguda Grave) e MERS (Síndrome respiratória do Médio Oriente).

De acordo com o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças, o SARS-CoV, que teve origem na China, infetou 8.096 pessoas, causando infeções pulmonares graves e provocando 774 mortes (taxa de mortalidade de 10%), entre 2002 e 2003. Já o MERS-Cov foi identificado em 2012, na Arábia Saudita, e teve uma taxa de mortalidade estimada de 35%. Eis que, em dezembro de 2019, um novo coronavírus foi identificado em três pacientes com pneumonia na China: o Covid-19, segundo a designação da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Noções gerais

A Covid-19 é um vírus que nunca tinha sido identificado em seres humanos. Pode confundir-se com uma gripe sazonal, dado a semelhança dos sintomas (febre, tosse, dificuldade respiratória, dores musculares e cansaço), mas os vírus são diferentes.

Ao contrário da gripe, não existe uma vacina nem um tratamento específico para o novo coronavírus e, como se trata de um novo vírus, ninguém tem imunidade prévia, o que, em teoria, significa que toda a população humana é suscetível à infeção por Covid-19.

Contudo, na prática, as pessoas com maior risco de desenvolver sintomas graves são aquelas que sofrem de doenças associadas (por exemplo, hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares, doenças respiratórias), a população idosa e os profissionais de saúde. Já as crianças, quando infetadas, têm apresentado sintomas leves.

Este novo vírus transmite-se através de contacto próximo com pessoas infetadas, geralmente, por via respiratória. Se tocar numa superfície ou objeto contaminado, pode também ficar infetado.

Em caso de apresentar os sinais e sintomas associados a este vírus e se nos 14 dias passados esteve numa região afetada ou em contacto com uma pessoa infetada, deve entrar em contacto com a linha de saúde SNS 24 (808 24 24 24) para ser reencaminhado para uma unidade de saúde e realizar um teste de despiste.

Cenário apocalíptico?

Escolas e universidades fechadas, eventos e espetáculos cancelados ou adiados e milhões de pessoas em quarentena fizeram com que as ruas das principais cidades europeias, outrora cheias de turistas, ficassem desertas. Milhares de empresas não têm matéria-prima nem mão de obra, centenas de voos foram cancelados, as reservas dos hotéis anuladas e os estádios de futebol perderam os adeptos.

O peso na economia começou a sentir-se, com as principais bolsas mundiais em queda. Investigadores e cientistas de todo o mundo têm estudado a Covid-19, depois da rápida sequenciação genética do vírus, para tentarem colocar uma vacina em circulação nos próximos meses.

Ao mesmo tempo, os hospitais portugueses preparam-se para empenhar todos os esforços no isolamento e tratamento de pessoas infetadas, fechando a porta às visitas – o que aconteceu também nos lares e prisões.

A Direção-Geral de Saúde lançou um plano de contingência, o Governo anunciou medidas de apoio a empresas e trabalhadores, as autoridades pediram tranquilidade à população, mas os cenários que chegam lá de fora não são auspiciosos.

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    SIC Notícias