Coronavírus

Trump já fez o teste de despistagem à Covid-19

Ana Geraldes

Ana Geraldes

Jornalista

Estados Unidos viveram 1º dia em Estado de Emergência

Especial Coronavírus

Donald Trump disse não, nem pensar. Depois, não estava preocupado, não tinha sintomas. Depois, não era para fazer, mas eventualmente ia acontecer. E em menos de 24 horas, veio à sala de imprensa da Casa Branca, de boné na cabeça, informar que tinha feito o teste a Covid-19 e que aguardava resultado.

No primeiro dia da América em Estado de Emergência, apenas algumas horas depois da Câmara dos Representantes do Congresso ter aprovado o pacote de medidas que o Presidente dos EUA anunciou para travar a propagação do novo coronavírus.

Apenas em 2 dias, o número de infetados nos Estados Unidos aumentou quase o dobro e de sexta para sábado foram mais de 500 novos casos confirmados e 50 pessoas morreram.

Este sábado, a corrida aos supermercados provocou filas enormes nos parques de estacionamento e à porta de centros comerciais. Algumas cadeias de distribuição admitem que vai haver falhas de abastecimento e já há alguns produtos com venda limitada por cliente. As famílias preparam-se para um isolamento sem precedentes, se bem que muitos estados já tinham decretado encerramento de escolas, estabelecimentos e serviços antes do anúncio da Casa Branca.

Nessa conferência de imprensa, na sexta-feira, Donald Trump voltou a ser questionado sobre o contacto que teve com membros da comitiva de Jair Bolsonaro que vieram a dar positivo nos testes de despistagem de covid19.

O Presidente insistiu que não tinha indicação médica para fazer o teste, mas acabou por admitir que iria fazê-lo em breve, era uma questão de agendar.

No final, cumprimentou com um aperto de mão os responsáveis que o acompanhavam, à exceção de Bruce Greenstein, CEO de uma empresa, que declinou o cumprimento do Presidente, levantando o cotovelo. Trump acusou o toque: "Oh, Ok! Gosto disso, muito bem".