Coronavírus

Mortes pelo novo coronavírus sobe para 55 no Reino Unido

Henry Nicholls

Vítimas tinham entre 56 e 94 anos e sofriam de outros problemas de saúde.

Especial Coronavírus

O número de mortes causadas pelo novo coronavírus no Reino Unido subiu para 55, revelou hoje o Ministério da Saúde britânico, confirmando o acelerar da pandemia no país.

Segundo o ministro Matt Hancock, os mortos tinham entre 56 e 94 anos, e sofriam de outros problemas de saúde. No domingo, o número de mortes no Reino Unido estava em 35.

"A doença agora está a acelerar", admitiu Matt Hancock, justificando a necessidade de respeitar o apelo feito hoje pelo Governo para as pessoas reduzirem as deslocações e contactos sociais, trabalhando a partir de casa e parando de frequentar bares, restaurantes, teatros e outro tipo de locais públicos.

O Governo britânico urge também que, em vez de sete dias, pessoas com sintomas e respetivo agregado familiar devem auto-isolar-se durante 14 dias, incluindo para comprar alimentos ou outros bens essenciais, sobretudo idosos com maiores de 70 anos, mulheres grávidas e pessoas com outros problemas de saúde.

O executivo decidiu também deixar de apoiar eventos de grande dimensão que precisem de serviços como polícia ou pessoal médico, para libertar meios para os serviços de urgência, mas não determinou o encerramento de escolas ou outras medidas.

"Essas coisas precisam de ser feitas na altura certa", afirmou o conselheiro científico do Governo, Patrick Vallance.

No próximo fim de semana, o executivo britânico pretende impor medidas de isolamento social para as pessoas mais vulneráveis durante cerca de 12 semanas, indicou o primeiro-ministro, Boris Johnson.

"Parece que estamos a aproximar-nos agora da parte de rápido crescimento da curva ascendente. E sem uma ação drástica, os casos podem duplicar a cada cinco ou seis dias", justificou.

O Governo britânico tem sido criticado pela abordagem menos rígida relativamente a distanciamento social, recusando cancelar grandes eventos e fechar escolas, embora organizações desportivas, como a Primeira Liga Inglesa ou a Maratona de Londres, tenham decidido suspender ou adiar competições.

Boris Johnson defendeu que este tipo de decisões deve ser tomado "quando é mais eficaz", quando se considera "pode fazer a maior diferença para atenuar a propagação da doença, reduzir o número de vítimas, reduzir o número de mortes".

O balanço do Ministério da Saúde publicado hoje dava conta de 1.543 casos positivos entre 44.105 pessoas testadas ao coronavírus Covid-19 no Reino Unido.

O Governo estima que o pico da pandemia no Reino Unido poderá registar-se dentro de poucas semanas, mas que poderá chegar mais depressa em algumas partes do país, começando por Londres.

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