Coronavírus

Decretado estado de emergência no Rio de Janeiro para controlar pandemia de Covid-19

Ricardo Moraes

O prefeito da cidade 'carioca' anunciou ainda um pacote de recomendações que inclui pedidos para a população evitar sair de casa e ir às praias.

Especial Coronavírus

A cidade brasileira do Rio de Janeiro entrou esta quarta-feira em estado de emergência, anunciou o presidente da Câmara, Marcelo Crivella, que recomendou à população que evite sair de casa, devido à pandemia de Covid-19.

"Solicitámos à Defesa Civil Nacional, nesta quarta (18), que decretasse estado de emergência no município do Rio [de Janeiro] em razão da pandemia de coronavírus", anunciou Crivella, na sua conta na rede social Twitter.

Além de decretar emergência, o prefeito da cidade 'carioca' anunciou um pacote de recomendações que inclui pedidos para a população evitar sair de casa e ir às praias.

O governador do estado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, já tinha proibido a entrada de autocarros de estados com casos confirmados de infeção pelo novo coronavírus, e também fechou museus, teatros e o acesso a pontos turísticos como o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar.

O Rio de Janeiro tem casos confirmados, segundo os últimos dados divulgados pelo Ministério da Saúde do país.

A prefeitura de Belo Horizonte, capital do estado brasileiro de Minas Gerais, o segundo mais populoso do país, também decretou estado de emergência em saúde pública devido à pandemia. No estado brasileiro de São Paulo, cuja capital regional decretou emergência na terça-feira, o governador, João Dória, anunciou o encerramento de lojas em centros comerciais e de ginásios para conter o contágio do novo coronavírus.

O estado brasileiro de Santa Catarina, na região sul, também decretou emergência nesta quarta-feira.

Ao longo da última semana, medidas de restrição têm sido adotadas por governos locais em todo o Brasil, enquanto o Presidente do país, Jair Bolsonaro, mnatém uma postura contraditória.

Por um lado, Bolsonaro criou um gabinete de crise com vários ministérios e mobilizou as equipas da Economia e da Saúde para anunciar medidas de controlo dos impactos do novo coronavírus, mas tem relativizado os efeitos da pandemia, que considera ter causado uma "histeria".

Em entrevista à rádio Tupi, o chefe de Estado declarou na terça-feira: "[A doença] começou na China, foi para Europa, e nós íamos passar por isso. Mas o que está errado é a histeria, como se fosse o fim do mundo. E uma nação, o Brasil por exemplo, só será livre desse vírus, o coronavírus, quando um certo número de pessoas infetadas criarem anticorpos, que passa a ser barreira para não infetar quem não foi infetado ainda."

O Presidente brasileiro também manteve todas as fronteiras do país abertas, exceto junto à Venezuela, que tem restrições de entrada a partir desta quarta-feira.

Segundo Bolsonaro, a decisão de proibir a entrada de pessoas que atravessam a fronteira da Venezuela com o Brasil é uma medida de segurança perante a "incapacidade do regime ditatorial" de Nicolás Maduro de conter o Covid-19.

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Os números do coronavírus

O Brasil tem oficialmente 291 casos confirmados do novo coronavírus e está a monitorizar 8.819 casos suspeitos, após ter sido anunciada na terça-feira a primeira morte causada pela Covid-19 no país, informou o Ministério da Saúde.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, infetou mais de 200 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 8.200 morreram.

Das pessoas infetadas, mais de 82.500 recuperaram da doença.

A China registou nas últimas 24 horas 11 mortos e 13 novos casos infeção pela Covid-19, mas só um é de Wuhan, todos os outros 12 são importados.

O surto começou na China, em dezembro, e espalhou-se já por 170 países e territórios, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

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