Coronavírus

França aperta controlo nas saídas das cidades devido à pandemia de Covid-19

Christian Hartmann

Gares e aeroportos com controlo reforçado para impedir que as pessoas partam para as residências secundárias.

Especial Coronavírus

O ministro do Interior francês, Christophe Castaner, anunciou hoje que as gares e aeroportos vão ter controlo reforçado para impedir que as pessoas das cidades partam para as residências secundárias no campo ou na praia.

O governante, que falou após a reunião entre o Presidente da República, Emmanuel Macron, o primeiro-ministro, Édouard Philippe, e o Conselho de Defesa que segue a crise do Covid-19, prometeu que vêm ai mais sanções.

"Não se trata aqui de uma questão de sancionar, mas sim de proteger. Não vamos tornar as medidas mais duras, mas vão ser mais estritas. Vai haver controlos em todas as gares e todos os aeroportos", assegurou o governante.

Esta maior vigilância sobre o cumprimento da quarentena que começou na terça-feira em França foi anunciada após uma manhã de reuniões.

O Governo teme que instigados pelo bom tempo, muitos habitantes das cidades tentem sair da sua residência principal para as casas secundárias no campo ou na praia, onde seria mais fácil passar o tempo de quarentena. Uma ideia condenada por Castaner:

"Não é para irmos para a praia, para as praças e para as margens do Sena".

Christophe Castaner aproveitou ainda para felicitar os autarcas de Paris e de Nice, onde locais habituais de passeio foram interditos. É o caso das margens do Sena, na capital francesa, onde as autoridades consideraram que havia demasiadas pessoas na quinta-feira e Nice decidiu mesmo impor um recolher obrigatório.

Em França, para além do trabalho que não pode ser feito através de teletrabalho, só são autorizadas saídas de casa para ir às compras, ao médico, prestar serviço a um familiar dependente e fazer curtas sessões de exercício físico.

Para circularem na via pública, os franceses precisam de se fazer acompanhar de uma declaração, disponível no portal do Ministério do Interior na Internet, que eles próprios preenchem e em que justificam a saída, declarando por sua honra que não estão a violar as regras em vigor, e que terão de apresentar caso sejam abordados pelas autoridades.

"Não tentem contornar as medidas, nós vamos sancionar ainda mais", avisou o ministro, lembrando que há 100 mil polícias e polícias militares em pontos de controlo um pouco por todo o país.

As sanções em França para quem não apresente a justificação ou cujo motivo de deslocação não seja aceite pelos controlos policiais vai de 135 euros a 375 euros.

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