Coronavírus

A burocracia para aceder a linhas de crédito e o spread de 3%

Empresário português considera que existem muitas barreiras para chegar aos apoios necessários.

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"As medidas que o Governo anunciou até ao momento são aquilo a que chamamos uma mão cheia de nada", começa por dizer o empresário Francisco Rebelo de Andrade, avisando que não pretende ser polémico. Numa carta aberta ao semanário Expresso, já se tinha manifestado preocupado com as empresas, que vivem tempos difíceis, de muita indefinição.

Dono de vários restaurantes, Francisco garante que não quer despedir nenhum funcionários apesar de ter noção que não tem dinheiro para lhes pagar o salário caso a situação se prolongue. Numa entrevista à SIC Notícias, explicou que a burocracia pode tornar-se um verdadeiro desafio para todos aqueles que querem recorrer a uma linha de crédito.

O empresário denunciou ainda as altas taxas de spread que estão a ser praticadas pelos bancos portugueses - na ordem dos 3%, segundo o empresário.