Coronavírus

O belíssimo bolo emanava um delicioso cheiro a chocolate vindo da cozinha

Ao quinto dia de quarentena, fiz anos.

Especial Coronavírus

Ao quinto dia de quarentena, fiz anos.

Portanto, ao quinto dia de quarentena, acordei à hora do costume, tomei duche, vesti-me, tomei o pequeno almoço e, às 8 da manhã estava pronta para começar o trabalho, em frente ao computador e ao monitor que trouxe da redacção para casa.

A SIC dá o dia de aniversario aos funcionários.

Mas eu, neste cenário, preferi não usar o dia.

É verdade que vinha de uma série de 12 dias seguidos sem folgar. Sete na redação e cinco em casa.

Mas estes são tempos em que queremos ser o melhor que podemos ser.

E, sejamos claros, não ia a lado nenhum festejar os meus anos. Nem ia receber convidados.

Portanto, mais valia fazer a minha peça para o Primeiro Jornal e depois, então, atacar o belíssimo bolo que emanava um delicioso cheiro a chocolate, vindo da cozinha.

Até tive direito a velinha e tudo.

Foi um aniversário completamente diferente, sem dúvida.

Mas não foi menos caloroso nem com menos mimos.

As redes sociais permitem-nos estarmos mais próximos do que alguma vez estivemos.

E a pandemia de coronavirus, como todos os momentos muito difíceis, está a provar, a quem ainda não tinha percebido, que o ser humano não nasceu para estar isolado.

E que, se é verdade que o medo do contágio nos obriga a estarmos em casa, não é menos verdade que nos torna mais abertos e disponíveis para os outros.

Só espero que, passado este momento, não nos voltemos a esquecer disto.

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