Coronavírus

A Covid-19 nos grupos de risco, nas grávidas e nas crianças

Inês M. Borges

Inês M. Borges

Designer Gráfica e Multimédia

Através de um conjunto de artigos, vídeos e animações, baseados em conhecimentos científicos recentes, tenta dar-se respostas a estas e a outras perguntas sobre o novo coronavírus.

Especial Coronavírus

Todos os portugueses estão, por estes dias, em alerta devido à Covid-19, um vírus que se propaga de forma célere, para o qual não existe uma vacina, nem um tratamento específico, e para o qual ninguém tem imunidade prévia.

É importante, por isso, perceber que qualquer pessoa, independentemente da idade, pode ser infetada. Porém, há grupos mais vulneráveis, onde a doença se pode manifestar de forma grave. Pessoas de idade avançada, profissionais de saúde e indivíduos com doenças pré-existentes - por exemplo, quem sofre de hipertensão, diabetes, doenças respiratórias e/ou cardiovasculares - são os que correm mais riscos.

Segundo um estudo divulgado pelo Centro Chinês de Controlo de Doenças, 80% dos casos de infeção são ligeiros, e apenas 4,7% são considerados críticos. Porém, basta olhar para as caraterísticas demográficas da população portuguesa para perceber que os valores podem ser diferentes no nosso país, onde mais de 20% das pessoas são idosas - uma percentagem superior à taxa de jovens.

Os milhões de portugueses que se inserem nestes grupos de risco devem tomar precauções para reduzir o risco de exposição ao vírus, nomeadamente, reforçar as medidas de higiene e de distanciamento social.

O Covid-19 na gravidez

Existem ainda poucos dados sobre a infeção por Covid-19 durante a gravidez, o que poderá ser um bom sinal, visto que não exitem muitos casos ou situações de grandes complicações reportados. Sabe-se apenas que as mulheres grávidas estão sujeitas a mudanças no sistema imunitário e a nível fisiológico que as pode tornar mais suscetíveis a infeções respiratórias. Em relação ao feto, não há registo, para já, de que o vírus possa passar da mãe para o filho - a chamada transmissão vertical.

E as crianças?

A doença em crianças parece manifestar-se de forma relativamente rara e leve. Um grande estudo da China sugeriu que pouco mais de 2% dos casos tinham menos de 18 anos. Contudo, a evidência que temos que Portugal é até surpreendente, segundo Ricardo Mexia, Presidente da Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública. A percentagem de crianças portuguesas infetadas é maior, comparando com a China, que tinha poucas crianças doentes face à dimensão do surto.

No entanto, são um grupo de baixo risco, com sintomas mais leves e, por isso, mais difíceis de diagnosticar. Este grupo pode ter uma papel importante na propagação do vírus, visto que podem nem chegar a ser infetados, mas podem ser transmissores.

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