Coronavírus

Itália prolonga confinamento geral até à Páscoa

Guglielmo Mangiapane

O anúncio chega no dia em que Itália registou mais 812 mortes nas últimas 24 horas.

Especial Coronavírus

A Itália vai prolongar, pelo menos até à Páscoa, o confinamento imposto aos seus 60 milhões de habitantes, apesar do registo de sinais positivos no combate à pandemia Covid-19, anunciou esta segunda-feira o Governo italiano.

As autoridades de Itália, que é um dos países do mundo mais afetados pela pandemia do novo coronavírus, determinaram hoje que a quarentena geral será estendida no tempo pelo menos até dia 13 de abril, o dia feriado a seguir à Páscoa.

O anúncio chega no dia em que Itália registou mais 812 mortes nas últimas 24 horas, embora as autoridades salientem o aparecimento de sinais encorajadores no controlo da pandemia.

Em Itália, mais de 100.000 pessoas já foram infetadas pelo novo coronavírus, tendo sido registadas mais de 11.000 mortes.

Mas o aumento de novos casos positivos hoje anunciado nunca foi tão baixo (+ 4%) e representa metade do valor de há quatro dias e quatro vezes menos do que há 15 dias.

Um estudo estatístico publicado pelo Instituto Einaudi de Economia e Finanças (Eief), com base em dados fornecidos pela Proteção Civil italiana, diz mesmo que Itália poderá conseguir a eliminação de casos positivos do novo coronavírus entre 05 e 16 de maio.

Ao mesmo tempo, o número de pessoas consideradas curadas em todo o país (1590) nunca foi tão elevado, nos relatórios diários.

"Podemos esperar atingir o pico em sete a 10 dias. Depois, assistiremos a um declínio no contágio", reconheceu o vice-ministro da Saúde, Pierpaolo Sileri.

"Estamos a melhorar no achatamento da curva. Ainda não há sinais de descida, mas estamos a melhorar. As medidas que tomámos estão a revelar efeito", disse Sileri.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, já infetou mais de 727 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 35 mil.

Dos casos de infeção, pelo menos 142.300 são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia