Coronavírus

Médico que se encontrou com Putin infetado com coronavírus

Sputnik Photo Agency

Kremlin garante que estado de saúde do Presidente russo mantém-se normal.

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O responsável médico de um hospital de Moscovo que trata doentes com a covid-19 e na semana passada recebeu o Vladimir Putin, disse esta terça-feira estar infetado, mas o Kremlin indicou que o estado de saúde do Presidente russo permanece normal.

"Putin é testado regularmente. Está tudo normal", indicou Dmitri Peskov, porta-voz do chefe de Estado e citado pela agência noticiosa Interfax.

O médico Denis Protsenko, muito ativo na rede social Facebook, confirmou estar doente mas sem sintomas inquietantes. "Sim, o teste CoV é positivo, mas sinto-me bem. Isolo-me no meu gabinete onde existem todas as condições para o teletrabalho (...). Penso que a imunidade com que me confrontei este mês fará o seu trabalho", assegurou.

O Presidente russo, 67 anos, encontrou-se em 24 de março com o médico-chefe quando visitou o hospital de Kommounarka nos arredores de Moscovo, e que nas últimas semanas se tornou no principal estabelecimento que disponibiliza tratamento para a covid-19.

Na ocasião os dois homens apertaram a mão perante os fotógrafos, utilizaram uma escada rolante e um elevador e reuniram-se sem máscara.

O encontro decorreu na véspera de um discurso à nação no qual Putin anunciou uma semana de pausa laboral para combater a propagação da doença na Rússia.

Na ocasião, Protsenko disse ao Presidente que a Rússia deveria estar preparada para enfrentar um "cenário italiano", numa referência à gravidade da situação em Itália.

Na segunda-feira passada, uma grande parte do território russo ficou abrangido por estritas medidas de confinamento.

Os números do coronavírus

Segundo o último balanço oficial, a Rússia regista 2.237 casos confirmados de coronavírus e 17 mortos, com 500 contaminações e oito mortes confirmadas nas últimas 24 horas, o recorde até ao momento.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 791 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 38 mil.

Dos casos de infeção, pelo menos 163 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Além de Itália, Espanha e China, aos países mais afetados são os Estados Unidos, com 3.170 mortes (164.610 casos), a França, com 3.024 mortes (44.450 casos), e o Irão, com 2.898 mortes reportadas até hoje (41.495 casos).